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"Bloco reconheceu caminho que fizemos para virar a página da austeridade"

A secretária de Estado Adjunta do primeiro-ministro, Mariana Vieira da Silva, considerou hoje que, no discurso da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, foi reconhecido o percurso do Governo para se virar a página da austeridade.

"Bloco reconheceu caminho que fizemos para virar a página da austeridade"
Notícias ao Minuto

14:18 - 11/11/18 por Lusa

Política Governo

Mariana Vieira da Silva falava aos jornalistas, em representação do Governo, após o encerramento da XI Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, que decorreu no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.

"O Bloco de Esquerda reconheceu o caminho que nós fizemos. E o Governo reconhece o contributo do Bloco de Esquerda para que nestes três anos tenha sido possível virar a página da austeridade, cumprir orçamentos que melhoraram a vida das pessoas e as condições de investimento das nossas empresas, com contas certas, reduzindo-se a dívida e o défice, tal como era o nosso plano inicial", declarou a secretária de Estado.

Confrontada com críticas feitas ao executivo minoritário socialista ao longo dos dois dias de convenção, Mariana Vieira da Silva alegou que, ao longo da presente legislatura, "houve sempre consciência das diferenças entre o PS e o Bloco de Esquerda".

"O Governo procura cumprir o seu programa, cumprir os acordos assinados [com o Bloco, PCP e PEV] e garantir que, com equilíbrio, se consegue continuar a melhorar a vida das pessoas. Pedindo emprestada a expressão à coordenadora do Bloco de Esquerda [Catarina Martins], trata-se de conseguir o impossível. Esse era o impossível que toda a gente identificava" no início da presente legislatura, referiu a membro do executivo.

Mariana Vieira da Silva afirmou ainda ser vontade do Governo "continuar a trabalhar" com o Bloco de Esquerda, apontando "que há muitas coisas para aprovar, como a revolução do preço dos passes dos transportes públicos já neste Orçamento do Estado para 2019, ou na Lei de Bases da Saúde e área laboral, onde se encontra pendente um conjunto de propostas na Assembleia da República".

"O trabalho parte sempre das diferenças que temos para concluir um caminho que tem sido muito bem sucedido. Agora, é natural que, em ano eleitoral, os partidos se apresentem a eleições com base nas suas propostas. Nestes três anos, fizemos um caminho em conjunto, respeitando os acordos que fizemos", insistiu a secretária de Estado.

Perante a insistência dos jornalistas na ideia de que o Bloco de Esquerda quer ser Governo e alternativa ao PS, Mariana Vieira da Silva desdramatizou: "Todos os partidos que se candidatam a eleições querem ter o melhor resultado possível e ser governo".

"O que nos cabe é concluir o trabalho que nos falta fazer até ao final deste ano em áreas como a habitação, saúde, transportes e o Orçamento do Estado para 2019, que ainda temos de aprovar em votação final global", acrescentou.

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