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Redução das propina representa "um tiro no porta-aviões"

Três deputados do Bloco de Esquerda discursaram hoje, na convenção, para reivindicar uma "vitória histórica" com a descida das propinas prevista no Orçamento, mas também para prometer combate ao PS se não mexer na saúde privada.

Redução das propina representa "um tiro no porta-aviões"
Notícias ao Minuto

18:02 - 10/11/18 por Lusa

Política Bloco de Esqueda

Estas posições foram assumidas em intervenções consecutivas a cargo dos deputados Luís Monteiro, Moisés Ferreira e Carlos Matias, com este último a deixar alguns recados internos no sentido de o Bloco de Esquerda evitar cair numa atitude de "sobranceria" perante os portugueses.

Luís Monteiro, deputado especializado nas questões de ciência e Ensino Superior, salientou que o Bloco de Esquerda conseguiu fazer baixar o preço das propinas no âmbito das negociações do Orçamento do Estado para 2019, o que representa, na sua perspetiva, "uma vitória histórica" em matéria de reforço do Estado social e de defesa da universidade pública.

"Este avanço representa um tiro no porta-aviões na estratégia que vinha sendo seguida por governos PSD/CDS e PS. A descida das propinas não representa o objetivo final, porque a nossa ambição é acabar com elas. Mas é uma brecha de luz que entrou", concluiu.

Antes, Moisés Ferreira, deputado da Comissão Parlamentar de Saúde, fez um discurso duro contra a política dos socialistas, colocando o PS mais próximo das teses liberais da antiga ministra dos governos de Guterres, Maria de Belém, do que das do seu fundador e antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut.

Moisés Ferreira acusou o atual Governo de não pretender "mexer nos negócios" das parceiras público-privadas e de não querer separar os setores privado e público na saúde.

O deputado bloquista criticou igualmente o executivo de António Costa por se ter recusado este ano a reforçar o investimento em 800 milhões de euros na saúde, desviando esse montante "para os objetivos do ministro Centeno de reduzir mais umas décimas de défice".

Já Carlos Matias, da Comissão Parlamentar de Agricultura, defendeu que, graças ao Bloco de Esquerda, registaram-se progressos ao nível das Unidades de Gestão Florestal, na lei dos baldios e na legislação de proteção da agricultura familiar.

Mas também deixou alguns avisos à direção do seu partido: "O perfume do poder não pode embriagar-nos".

"Não podemos fechar-nos num orgulho autocomplacente que acabaria em sobranceria", acrescentou.

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