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"O Governo não pode começar uma negociação com uma cenoura e um pão"

Francisco Louçã fez o balanço do dia seguinte ao fim da sessão legislativa de quinta-feira, no seu habitual espaço de comentário político na SIC Notícias. Para o fundador do Bloco de Esquerda há “três elementos de confusão que eram escusados", um deles tem a ver com os professores.

"O Governo não pode começar uma negociação com uma cenoura e um pão"
Notícias ao Minuto

23:28 - 20/07/18 por Natacha Nunes Costa 

Política Francisco Louçã

Francisco Louçã disse, esta sexta-feira, no seu habitual espaço de comentário na SIC Notícias, que a sessão legislativa terminou, na quinta-feira, com “demasiada confusão” e com “pelo menos três elementos de confusão que eram escusados”.

Para o ex-líder do Bloco de Esquerda, o primeiro ponto de desordem tem a ver com a descentralização.

“É uma lei que foi feita entre o PS e o PSD e que gerou oposição geral dos municípios porque é uma descentralização sem recursos e que desequilibra bastante o país, enfraquece os municípios que têm mais dificuldades e tem até alguns problemas de inconstitucionalidade formal”, garante Louçã indo ao encontro do que foi declarado, esta quinta-feira, pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública que admitiu pedir uma fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei da descentralização de competências para as autarquias.

O segundo tema que, para o fundador do BE, causou perturbação tem a ver com a educação. Para Louçã, apesar do Governo ter dado um sinal positivo ao restabelecer as negociações com os docentes, veio agora ameaçar os professores.

“O Governo deu um sinal muito positivo restabelecendo negociações e até admitindo que as contas não estavam bem feitas. Contudo, hoje, faz uma pressão sobre os professores ameaçando o adiamento do princípio das suas férias caso as avaliações não fiquem concluídas. Claro que as avaliações têm de ser concluídas para descanso dos alunos e dos pais, mas o Governo não pode começar uma negociação com uma cenoura numa mão e com um pão na outra”, explicou.

Para Francisco Louçã também o pacote laboral é um dossiê que já “poderia e devia estar resolvido, mas que se vai arrastando para os próximos meses”.

O pacote laboral foi votado com a abstenção do PSD e ameaças da CIP (Confederação da Indústria Portuguesa), isto é, se mexerem no que quer que seja dos acordos, que permitem aquele jogo sobre a precariedade, o período experimental, os contratos verbais e outras formas de imposição de normas pró-patronais, então as associações patronais retirar-se-iam do acordo e o PSD deixaria de apoiar este pacote”, concluiu Francisco Louçã.

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