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Legionella: Tudo o que foi revelado (ou não) na audição sobre o surto

A Direção-Geral de Saúde (DGS) deu o surto de Legionella como terminado na segunda-feira, ontem decorreu a audição sobre o tema na Comissão Parlamentar da Saúde.

Legionella: Tudo o que foi revelado (ou não) na audição sobre o surto
Notícias ao Minuto

08:10 - 30/11/17 por Sara Gouveia 

País Saúde

Durante o dia de ontem decorreu a audição sobre o surto de Legionella, no Hospital São Francisco de Xavier, tendo sido ouvidos sobre o tema o conselho de administração do Hospital São Francisco Xavier, a diretora-geral da Saúde, o presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e o ministro da Saúde. Eis o que se ficou a saber:

A administradora do Hospital, Rita Perez, revelou que dois dos cerca de 170 trabalhadores do hospital rastreados tinham sido infetados pela bactéria. "Ninguém poderá lamentar mais do que o hospital a morte e doença dos nossos doentes e a infeção de dois trabalhadores", disse, justificando a origem da infeção com "um acidente adverso imprevisto".

A administração continua, no entanto, a afirmar desconhecer se ocorreu algum tipo de falha técnica, que esteja na origem do surto. "O que aconteceu não sabemos. Não sabemos se houve uma falha técnica", disse, por sua vez, o vogal executivo do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental. 

Carlos Galamba informou, ainda, que foi pedido um estudo urgente ao LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) para avaliar o risco da manutenção de estruturas do hospital. Apesar de a administração hospital indicar que se sente confortável com os contratos de manutenção, afirma que “quer ter a certeza” que o plano do hospital era cumprido.

Certezas, teve a diretora-geral da Saúde ao garantir que a torre de refrigeração é o único local do hospital onde foi encontrada a bactéria da Legionella do mesmo tipo que infetou os doentes, admitindo, no entanto, que ainda há análises a decorrer.

A responsável revelou também que os técnicos que investigaram o surto encontraram deficiências na manutenção das torres de arrefecimento e condições de conservação propícias ao desenvolvimento de bactérias. "De facto, por observação documentada, encontraram-se condições de conservação que seriam propícias ao desenvolvimento de bactérias", disse Graça Freitas.

Quanto ao não cumprimento do prazo para divulgação pública do relatório sobre o surto, como o ministro da Saúde tinha prometido, Graça Freitas justificou-se com a investigação entretanto instaurada pelo Ministério Público. Questionada pelos deputados do PSD e CDS, respondeu que a partir do momento em que investigação teve início, a documentação deixou de ser pública.

Sobre a mesma questão, o ministro da Saúde justificou-se da mesma forma. "A minha vontade é que o relatório pudesse ser tornado público", acrescentou, porém.

Ao final da tarde, o Parlamento aprovou ainda, por unanimidade, um voto de pesar pelas vítimas do surto. 

Recorde-se que o recente surto de Legionella no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, infetou 56 pessoas desde dia 31 de outubro, cinco das quais acabaram por morrer.

Fora da capital, na passada quinta-feira, 23 de novembro, um homem foi internado no Hospital Geral (Covões) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra com a doença, num caso considerado isolado, e, durante o dia de ontem, foi detetada a bactéria nos balneários de uma escola em Ourique, no distrito de Beja.

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