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Seca: PSD quer plano estruturado para evitar correr atrás do prejuízo

O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, propôs hoje ao Governo socialista a adoção de um plano de investimentos estruturado para, no futuro, minimizar os efeitos da seca e evitar "correr atrás do prejuízo".

Seca: PSD quer plano estruturado para evitar correr atrás do prejuízo
Notícias ao Minuto

18:21 - 22/11/17 por Lusa

País Hugo Soares

preciso rapidamente haver um plano [de investimentos] estruturado que não seja o costume e o costume é correr atrás do prejuízo ano após ano, depois de períodos de seca", afirmou o presidente da bancada social-democrata.

O dirigente "laranja" considerou que o Governo "é muitas das vezes reativo", realçando que "a reação em emergência sai sempre mais cara e é sempre mais prejudicial do que aquilo que é feito com tempo e de forma estruturada".

"Este não é um Governo que esteja preocupado com o futuro, é um Governo que gere o dia-a-dia, corre atrás do prejuízo e tudo isso se paga e para esta gente paga-se de uma forma muito cara", insistiu.

Hugo Soares defendeu que o poder público e o político "devem pensar a prazo num plano de investimentos que possa, sobretudo, permitir que as regiões mais afetadas pela seca não tenham estes problemas recorrentes".

Hugo Soares falava aos jornalistas no paredão da albufeira da Barragem da Vigia, no concelho de Redondo, distrito de Évora, durante uma visita do grupo parlamentar do PSD, que incluiu conversas com dirigentes de associações agrícolas.

Esta albufeira, revelaram à Lusa responsáveis da Associação de Beneficiários da Obra da Vigia, está a receber de Alqueva, desde meados de setembro, cerca de 200 metros cúbicos de água por hora durante 24 horas por dia, para garantir o abastecimento público, tendo a rega parado na primeira semana de outubro.

A situação na albufeira da barragem do Lucifecit, no concelho vizinho de Alandroal, que os deputados do PSD também visitaram, não é muito melhor, mas os agricultores ainda estão a regar, segundo o presidente da associação de beneficiários.

Nesta visita ao Alentejo, o líder parlamentar do PSD criticou também o Governo pelos alegados atrasos dos pagamentos aos agricultores que concorreram ao Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

"Se no anterior Governo os pagamentos estavam a ser feitos com um máximo de 20 dias, estamos hoje com um deslize de seis meses de atraso em alguns pagamentos", disse.

Considerando que "a situação desmotiva os agricultores", Hugo Soares referiu que os atrasos dos pagamentos causam "um prejuízo diário de tesouraria e inibe até alguns de poderem concorrer ao PDR, porque entendem que não vale a pena estar seis ou sete meses à espera que os pagamentos sejam feitos".

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