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'The Inventors': O projeto que irá formar jovens inventores nas escolas

Consegue imaginar uma criança a construir, na escola, um braço robótico ou um comboio que levita? Poderá parecer utopia, mas segundo os criadores do projeto de 'Inventors' não é. Este conceito, dirigido a alunos dos sete aos 13 anos, recorre a um programa inovador que pretende "cultivar a confiança e o sentido de independência nos inventores".

'The Inventors': O projeto que irá formar jovens inventores nas escolas
Notícias ao Minuto

07:37 - 10/09/17 por Notícias Ao Minuto 

País Educação

Há um novo projeto para as escolas que pretende formar gerações de inventores. Chama-se ‘The Inventors’ e, no próximo ano letivo, estará disponível em cerca de 100 escolas.

O conceito surgiu formalmente, de acordo com Manuel Câmara, um dos responsáveis, no início de 2016. No entanto, “já é um pouco mais antigo. Eu e os restantes fundadores trabalhávamos em diferentes áreas tecnológicas e partilhávamos o gosto por novas ferramentas e tecnologia, tais como a prototipagem, a impressão 3D e o corte a laser. Por isso, decidimos criar kits de tecnologia criativos que pudessem ser utilizados na Educação”, recorda ao Notícias ao Minuto.

Dirigido a crianças e a adolescentes dos sete aos 13 anos, o ‘The Inventors’ decorre todas as semanas, uma vez por semana, como área extra-curricular e pretende “inspirar a curiosidade das crianças por temas das áreas CTEAM (ciências, tecnologia, engenharia, arte e matemática), bem como cultivar a confiança e o sentido de independência nos inventores”.

Segundo Manuel Câmara, os alunos têm oportunidade de “aprender a construir braços robóticos, telégrafos, zootrópios (cilindro que produz a ilusão de movimento), fidgets costumizados e testados com contadores de rotações eletrónicos, entre muitas outras grandes obras que os pequenos inventores levam depois para casa”.

Com formação académica internacional, Manuel Câmara, durante o seu percurso escolar, teve oportunidade de testemunhar diferentes realidades de ensino. “Passei pelos EUA e por Inglaterra e percebi que estudar não se deve restringir só a memorizar. Os estudantes devem ter a possibilidade de desenvolver outras competências como a capacidade de comunicação e de trabalhar em equipa. No fundo, pretendemos criar inventores com uma enorme curiosidade pelo mundo, pelas ciências e pela tecnologia”.

Em conversa connosco, o responsável refere ainda que a aceitação do projeto tem sido muito positiva, quer por parte dos dirigentes, quer pela comunidade escolar. Em Portugal, “os professores estão circunscritos ao currículo nacional”, por isso veem com bons olhos novas metodologias de ensino-aprendizagem.

Este é o segundo ano em que as escolas oferecem atividades ‘The Inventors’. Em 2016/2017, 24 estabelecimentos de ensino acolheram o conceito e, no próximo ano letivo, serão mais de 100 escolas a implementar o programa, nomeadamente nas regiões de Lisboa, Leiria, Porto, Braga e Guimarães.

A autenticidade e o pioneirismo do conceito potenciaram a sua expansão além-fronteiras. Na opinião de Miguel Câmara: “sendo este um um projeto único, acreditamos que tem potencial para se expandir. Neste momento já temos parceiros locais em Espanha e na Holanda e o feedback tem sido muito positivo”.

As inscrições podem ser feitas nas escolas aderentes, ou através do e-mail [email protected]

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