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Afinal, o que se passa na Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários?

Há muitas dúvidas e ainda mais acusações no seio da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários (APBV), tudo por causa da direção e do seu presidente, que a comissão de gestão implementada (e existente até esta semana) pela presidente da Assembleia Geral garante ter sido destituído. Mas, afinal, o que se passa no interior desta associação?

Afinal, o que se passa na Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários?
Notícias ao Minuto

08:20 - 05/08/17 por Inês André de Figueiredo

País Bombeiros

Os responsáveis da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários (APBV) estão de ‘costas voltadas’ e a comissão de gestão criada pela presidente da Assembleia Geral (AG), Alzira Sousa, parece não estar a ser levada a sério pela direção presidida por Rui Silva, que garante mesmo que não há legalidade na decisão tomada, frisando que a pessoa em causa não tem poderes para destituir toda a direção.

Enquanto de um lado há acusações fortes a Rui Silva, por se acreditar que é um presidente destituído perante os estatutos, do outro lado o presidente continua a cumprir funções, apresentando-se sem qualquer reticência como responsável máximo pela associação.

Em declarações ao Notícias ao Minuto, membros da comissão de gestão, inclusive Alzira Sousa, explicaram que o maior problema é a não entrega de documentos por parte de Rui Silva. Na opinião da presidente da Mesa da AG, não pode ser convocada uma reunião com todos os membros sem que os documentos pedidos - documentos com contas da associação e sócios - sejam entregues.

Porém, Rui Silva reage, garantindo que esses documentos são da responsabilidade da direção e não podem ser entregues, apenas mostrados em sede própria. “Não me pediram para mostrar os documentos, pediram-me para lhos dar. Eles existem, são públicos e podem ser mostrados”, garante ao Notícias ao Minuto.

Questionada sobre a ausência regular em reuniões da associação, Alzira Sousa diz ter confiado em Rui Silva até que começaram a surgir dúvidas sobre a sua liderança. “Só agora é que me apercebi de que algo não estava bem. Comecei a ser contactada por sócios e não fazia ideia”, refere, contando que foi marcada uma Assembleia Geral sem a sua presença para que houvesse eleições.

As primeiras acusações começam aí quando, alegadamente, e segundo contam os membros da comissão de gestão, Rui Silva marcou eleições e disse que Alzira estaria “acamada”. O presidente da APBV desmente esta situação, frisando que Alzira lhe garantira que estava doente e recordando apenas que a presidente da mesa recusou estar presente em reuniões durante vários meses e que, de acordo com os estatutos, as eleições teriam de ser marcadas.

Alzira Sousa garante, então, ter autoridade para destituir o presidente e diz ter falado com ele. “Enviou-me uma mensagem desagradável e ameaçadora”, acusa a presidente da Assembleia Geral.

As ‘tricas’ não ficam por aqui, havendo já queixas-crime a decorrer, razão pela qual Rui Silva foi abordado pelas autoridades numa entrega de equipamento em Pedrógão Grande por alegadas “usurpações de funções”. O caso decorrerá os trâmites habituais e será investigado pelas autoridades.

A comissão de gestão indica ainda que, tendo em conta os estatutos, a apresentação de uma queixa-crime leva à queda do presidente da associação. Contudo, e mais uma vez, Rui Silva desmente e assegura que a própria comissão “não está prevista nos estatutos” e que os responsáveis pela mesma enviaram estatutos que não são os oficiais aos órgãos de comunicação social, assim como para a sua entidade empregadora.

“Têm enviado estatutos que nada têm a ver com os originais, estando falsificados”, frisa.

Acusado também pela comissão de gestão de “não cobrar quotas aos bombeiros, de ninguém ter cartões de sócio e de não ajudar os bombeiros quando tem pedidos”, Rui Silva defende-se, certificando ser uma “boa pessoa” que “incomoda muita gente”.

Mostra-se ainda “orgulhoso” nas acusações de não cobrança de pagamentos. “Bombeiros já têm de pagar tanto, dão tanto de si que acho que ficaria mal cobrar quotas”, ressalva.

Esta semana, a comissão de gestão pediu a exoneração e a presidente da Assembleia Geral demitiu-se e apresentou à justiça documentos para a liquidação e extinção da APBV, pelo facto de Rui Silva se recusar a deixar o cargo, mas o presidente não parece preocupado com a situação, estando tranquilo quanto ao seu posicionamento e à forma como cumpre as suas funções.

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