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Trabalhadores de "Ministério do Tempo" continuam com salários em atraso

O Cena - Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE) anunciou hoje, em comunicado, que os trabalhadores da série "Ministério do Tempo" continuam sem garantias de pagamento dos salários em atraso.

Trabalhadores de "Ministério do Tempo" continuam com salários em atraso
Notícias ao Minuto

13:55 - 17/07/17 por Lusa

País Sindicato

A 04 de julho, depois de alguns dos trabalhadores terem denunciado a situação nas redes sociais, o sindicato tinha divulgado a paragem das gravações da segunda temporada da série "Ministério do Tempo", produzida pela Just Up e transmitida pela RTP.

Devido ao atraso no pagamento dos vencimentos, os trabalhadores decidiram interromper a produção, mesmo faltando ainda gravar seis episódios para completar a segunda temporada.

Poucos dias depois, o CENA-STE reuniu-se com a produtora, Just Up, tendo esta informado o sindicato de que, no dia 14 de julho, "poderia ter uma solução que lhe permitiria saldar as dívidas".

"Passado este prazo, e apesar das nossas tentativas de contacto, continuamos sem novidades. O elenco e a equipa técnica continuam assim a ser lesados no seu direito fundamental de serem remunerados pelo trabalho feito", lamenta o sindicato.

De acordo com o CENA-STE, "a possibilidade de resolução deste caso apresenta-se cada vez mais dificultada", porque "a cada dia surgem informações que demonstram que este era um cenário já diagnosticado pela Just Up que, ainda assim, decidiu continuar uma produção que não teria reunidas todas as condições para terminar (...), cumprindo integralmente as suas obrigações".

O sindicato considera a situação "grave", e refere que vários telespetadores manifestaram solidariedade para com os trabalhadores e "preocupação por uma série do canal público de televisão ser interrompida".

O CENA-STE reitera, no comunicado, o "apelo à RTP para que ajude a esclarecer o que correu tão mal com esta produção, porque este caso pode servir como um exemplo para que no futuro tal situação não se repita".

Acrescenta ainda que irá tomar agora "as ações que necessárias para fazer valer os direitos dos trabalhadores em questão" e alerta todos os profissionais do setor "para que não aceitem situações similares noutras produções".

O "Ministério do Tempo" é um formato original da empresa espanhola Veralia apresentado à RTP pela Iniziomedia, sendo que os 13 primeiros episódios foram produzidos por esta empresa.

Quando a situação veio a público, a RTP também emitiu um comunicado sustentando que, independentemente do que viesse a acontecer, iria "manter a estratégia de lançar novas séries a partir das propostas apresentadas pelas produtoras", o que significa "novas oportunidades de trabalho" para todas as categorias profissionais envolvidas na produção -- equipas de escrita, atores, realizadores, equipas técnicas, entre outras -, "minimizando dificuldades" que possam advir para estes profissionais.

"Apesar de a RTP ser alheia aos problemas de incumprimento por parte da produtora, quer deixar uma palavra de solidariedade às equipas de profissionais da série 'Ministério do Tempo', desejando uma rápida resolução do impasse", esclarecia a televisão pública.

De acordo com a RTP, a Just Up informou das dificuldades em fazer as gravações da segunda temporada da série "Mistérios do Tempo", mas "não comunicou definitivamente a sua incapacidade" em prosseguir a série televisiva.

A 04 de julho, na rede social Facebook, o ator António Capelo, um dos protagonistas da série, tornou pública uma carta em que dá conta deste caso.

Na carta, que é também assinada pelos atores Luís Vicente, João Craveiro, Andreia Dinis, Mariana Monteiro, João Vicente, Samanta Castilho, Carla Andrino e Ângelo Rodrigues, são referidos vários percalços pelos quais a série passou, ainda durante a primeira temporada, a cargo da produtora Iniziomédia, e já nesta segunda temporada, a cargo da produtora JustUp, com atraso no pagamento dos ordenados.

"Mas, e mais uma vez, os ordenados não são pagos no final do mês [maio]. Voltámos a parar e, ao fim de um mês, a situação não está sequer em vias de resolução", lê-se na carta.

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