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Maioria dos detidos por tráfico humano no Alentejo fica em preventiva

Medidas de coação foram conhecidas este sábado.

Maioria dos detidos por tráfico humano no Alentejo fica em preventiva
Notícias ao Minuto

15:26 - 26/11/22 por Notícias ao Minuto com Lusa

País Tráfico humano

A maioria dos 35 detidos na operação contra o tráfico de seres humanos, levada a cabo na quarta-feira, no Alentejo, ficaram em prisão preventiva.

Dos 35 arguidos, 31 ficaram em prisão preventiva (um número que pode alterar-se nas próximas semanas).

Aníbal Pinto, advogado de dois dos arguidos neste processo, explicou que o juiz Carlos Alexandre ordenou a libertação imediata de quatro dos 35 arguidos e esclareceu a confusão em torno dos números quanto aos suspeitos em prisão preventiva.

"Há arguidos a quem foi aplicada prisão preventiva e há arguidos a quem foi aplicada a possibilidade de obrigação de permanecer na habitação com vigilância eletrónica. Esses arguidos mantêm-se detidos, até que seja feito um relatório social", para ver se as casas que indicarem têm as condições e a disposição de se "aplicar o aparelho", o que pode demorar entre uma a duas semanas, segundo explicou o advogado, que não sabe "ao certo" o número de arguidos nesta condição, mas que acredita que tal se deverá aplicar a "todos os portugueses" envolvidos.

Todos os arguidos estão proibidos de contactar com outros envolvidos no processo.

Já segundo o despacho do Tribunal Central de Instrução Criminal, a que Lusa teve acesso, o juiz Carlos Alexandre determinou a prisão preventiva para 31 arguidos, oito dos quais com possibilidade de ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, caso o relatório da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais que vai avaliar as condições pessoais e sociais seja favorável.

O principal fundamento do juiz para a prisão preventiva é "o perigo de fuga".

Os restantes quatro arguidos, todos portugueses, saem em liberdade com Termo Identidade e Residência (TIR), proibição de contactos e apresentações periódicas diárias às autoridades.

Pedro Proença, advogado de três arguidos, disse à Lusa que a procuradora do Ministério Público deu conta que a investigação ainda não terminou e que "nos próximos dias poderá haver mais detenções".

Recorde-se que foi na quarta-feira que a Polícia Judiciária lançou uma operação, com cerca de 400 inspetores, em várias cidades e freguesias da região do Baixo Alentejo, dando cumprimento de 65 mandados de busca domiciliária e não domiciliária e à detenção, fora de flagrante delito, de 35 homens e mulheres de uma rede criminosa que contratava trabalhadores estrangeiros para a agricultura.

À agência Lusa, fonte policial informou que a rede era formada por estrangeiros, nomeadamente famílias romenas, e alguns portugueses que lhes davam apoio.

Já em comunicado, a PJ indicou que os 35 detidos estão "fortemente indiciados" pela prática de crimes de associação criminosa, tráfico de pessoas, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, entre outros crimes, e têm idades compreendidas entre os 22 e os 58 anos de idade.

Os imigrantes explorados eram, "na sua maioria, aliciados nos seus países de origem, tais como, Roménia, Moldávia, Índia, Senegal, Paquistão, Marrocos, Argélia, entre outros, para virem trabalhar em explorações agrícolas naquela região do nosso país".

[Notícia atualizada às 17h26]

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