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"Se não houver indicação escrita em contrário, não irei a Brasília"

O Presidente da República deve regressar a Lisboa sem se encontrar com Bolsonaro.

"Se não houver indicação escrita em contrário, não irei a Brasília"

O Presidente da República já esteve reunido com Lula da Silva, no Brasil. No final do encontro, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que, se não houver aditamentos ao programa da sua viagem, voltará a Lisboa sem se encontrar com Jair Bolsonaro.

"O programa [da viagem] está a caminhar como estava previsto. Vou à tarde à Bienal do Livro de São Paulo, depois vou receber o Michel Temer e depois, se não houver alterações, fica o programa por aí, o que significa que não haverá [ida a] Brasília e rumarei a Lisboa", disse o chefe de Estado português, voltando a reforçar, após insistência dos jornalistas, que "se não houver indicação escrita em contrário, não irei a Brasília"

Marcelo garantiu que não fica qualquer celeuma em relação ao facto de o presidente do Brasil não ter querido se reunir consigo e garantiu que o seu encontro com Lula da Silva não é indicação de quem apoia nas próximas eleições presidenciais no país. Prova disso, é o facto de ter encontrado marcado também com os ex-presidentes Michel Temer e Fernando Henrique.

"As candidaturas só abrem a partir de 6 de agosto e portanto não há candidatos formalmente, nem sequer há período eleitoral", lembrou.

O chefe de Estado reforçou que a sua viagem ao Brasil tinha sido pensada sob um "programa comemorativo dos 100 anos da travessia do Atlântico, a inauguração da Bienal e o encontro com escritores portugueses". "O facto de não haver aditamento significa que não há alteração do programa".

O Presidente preferiu salientar os temas que estiveram em cima da mesa no seu encontro com Lula, nomeadamente os efeitos da guerra na Ucrânia e as consequências sociais e económicas da pandemia. "Foi uma análise muito abrangente, muito longa e muito interessante", resumiu.

Destacou também que Portugal e Brasil têm uma posição diferente sobre a guerra, uma vez que Portugal tem uma visão europeia do assunto, em que presta "apoio militar e humanitário" ao país alvo da invasão russa. 

"Não é essa a visão que se tem no Brasil e em muitos continentes sobre aquele conflito. Daí a importância desta conversa [e de mostrar] que este não é apenas um conflito europeu. É importante que os outros continentes tenham noção disso", defendeu.

Viagem de Marcelo ao Brasil

O Presidente da República viajou de Lisboa para o Rio de Janeiro, onde chegou no sábado para participar numa sessão comemorativa do centenário da travessia aérea do Atlântico Sul por Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Até sábado à noite mantinha-se a dúvida sobre se viajava ou não hoje ao fim do dia de São Paulo para Brasília, para se encontrar com o seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, na segunda-feira.

Jair Bolsonaro anunciou à comunicação social que tinha decidido cancelar o almoço entre os dois, o que justificou com o facto de Marcelo Rebelo de Sousa se ir encontrar hoje com Lula da Silva.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que aguardava por uma eventual comunicação por escrito do seu homólogo brasileiro a cancelar o convite, feito também por escrito, para esse encontro seguido de almoço no Palácio Itamaraty, em Brasília.

Esta é a sexta deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto Presidente da República ao Brasil, onde esteve no início de agosto de 2016, seu primeiro ano de mandato, para a abertura dos Jogos Olímpicos, deslocando-se também a São Paulo e Recife nessa ocasião.

Leia Também: Marcelo visita hoje Bienal do Livro de São Paulo e reúne-se com Lula

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