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Julgamento deve "considerar o regimento Azov uma organização terrorista"

Nuno Rogeiro e José Milhazes comentaram o julgamento do regimento Azov e a possibilidade da aplicação de "sanções extremamente pesadas".

Julgamento deve "considerar o regimento Azov uma organização terrorista"

No jornal da noite da SIC Notícias, Nuno Rogeiro e José Milhazes abordaram o adiamento do Supremo Tribunal Russo sobre a natureza terrorista do regimento Azov.

José Milhazes, especialista em assuntos relacionados com a Rússia, explicou que se decidiu adiar o julgamento devido ao facto de se ter considerado a existência de documentos secretos. Como tal, será agora dia 19 de junho de portas fechadas à imprensa e a quem pretendesse assistir.

"Ao que tudo indica [o julgamento] vai considerar o regimento Azov uma organização terrorista", admitiu Milhazes, salientando que "nem sequer se vai saber em que materiais é que se basearam para tomar essa decisão", visto que ninguém, para além dos juízes, estará presente. 

Já Nuno Rogeiro, comentador da estação de televisão, esclareceu que haverão consequências, visto que "a legislação russa é extremamente draconiana em relação à punição dos crimes terrorismo" e "serem considerados terroristas ou uma unidade paramilitar são coisas diferentes".

"A carga do terrorismo pode levar a sanções extremamente pesadas para todos os membros sem ter que se provar que cada um deles praticou um ato", explicou Nuno Rogeiro, frisando que "basta dizer que a organização em si é terrorista para não ter que se provar que foram sequer praticados atos".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas das suas casas - cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,1 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia Também: Terrorismo. São Tomé "satisfeito" com preocupação de países africanos

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