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"GNR tem uma capacidade única de se adaptar e reinventar"

António Costa sublinhou que a força militar tem estado sempre à altura dos "sucessivos desafios que são colocados pelo poder político", nomeadamente e mais recentemente no sentido de proteger as fronteiras na sequência da extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

"GNR tem uma capacidade única de se adaptar e reinventar"

O primeiro-ministro destacou, esta terça-feira, a capacidade de adaptação da GNR, no âmbito da  cerimónia de condecoração e entrega da espada de oficial-general ao primeiro brigadeiro-general António Bogas.

"A GNR tem uma capacidade única de se adaptar, reinventar e de responder sempre 'presente' aos sucessivos desafios que são colocados pelo poder político", elogiou António Costa, durante a sua intervenção, recordando as muitas missões que a Guarda já desempenhou. 

No seu breve discurso, o líder do executivo vincou sobretudo "a proximidade da Guarda na ligação entre o Estado e as comunidades e para a humanização da própria GNR", dando como exemplo, depois, o facto de muitas missões internacionais, das Nações Unidas ou da União Europeia, solicitarem a presença de forças de segurança com a natureza da GNR.

Sobre o futuro, o chefe do Governo também disse estar certo de que "a GNR desempenhará novas missões com o brio que lhe é característico", referindo-se à nova responsabilidade da força militar em proteger as fronteiras na sequência da extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

"Agora, de novo, novas missões lhe são solicitadas no âmbito da vigilância e proteção das nossas fronteiras externas da União Europeia em resultado da extinção do SEF. Não é uma missão desconhecida para a guarda, mas é porventura uma missão já esquecida. Por isso, é necessário reinventá-la e reconstruí-la - e estamos certos de que a GNR o fará com o brio que lhe é característico", acentuou o primeiro-ministro.

António Costa sublinhou que "é por isso fundamental para o país dispor de uma GNR robusta, que sirva de interface entre a missão própria das forças armadas e a função do sistema de segurança interno".

Contudo, apontou, "nem sempre esta fronteira é fácil, clara e linear de traçar". "Por vezes, há sobreposições. Mas, o que é absolutamente essencial é sabermos que nunca há uma lacuna e que qualquer circunstância ou missão é assegurada", acrescentou. 

"Neste dia histórico, é com muito ânimo que olho para o futuro da Guarda", concluiu primeiro-ministro, vincando que é sempre preciso "um esforço de todos" para que a articulação seja o "mais harmoniosa possível". 

Refira-se que, António Costa presidiu, esta terça-feira, a condecoração de entrega da espada de oficial-general ao primeiro brigadeiro-general da GNR, acompanhado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Esta cerimónia é mais um passo histórico nos 110 anos de vida da GNR, em que os cargos de topo têm sido ocupados exclusivamente por oficiais generais do Exército.

O quadro próprio de oficiais-generais da GNR foi criado em 2020 pelo Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e aprovado em Conselho de Ministros em dezembro desse ano. O brigadeiro-general António Bogas, de Administração Militar, é assim o primeiro oficial oriundo dos quadros da GNR.

O despacho de promoção de António Bogas foi publicado no dia 11 de junho, assim como os relativos à graduação de dois coronéis tirocinados de infantaria, Rui Veloso e Paulo Silvério, no posto de brigadeiro-general.

Leia Também: Sistema Remuneratório dos Militares. Militares entregam petição na AR 

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