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Desfecho "menos mau" no julgamento por fogo posto fatal no Porto

A advogada que representou um familiar da pessoa morta em consequência de fogo posto num prédio no Porto, Luísa Macanjo, usou hoje a expressão "menos mau" para se referir ao desfecho judicial do caso.

Desfecho "menos mau" no julgamento por fogo posto fatal no Porto
Notícias ao Minuto

12:52 - 18/03/21 por Lusa

País Justiça

A consideração foi produzida após o Tribunal do Porto ter condenado a 25 anos de prisão, a pena máxima permitida em Portugal, o empresário que em 2019 mandou atear dois fogos num prédio daquela cidade, o último dos quais resultou numa morte.

Em acórdão proferido nas instalações judiciais de São João Novo, um coletivo do Juízo Central Criminal do Porto presidido por Maria da Conceição Nogueira determinou ainda que o empresário Chenglong Li, de nacionalidade chinesa e detentor de visto 'gold', terá de indemnizar o filho da vítima em 170 mil euros.

O advogado Gonçalo Nabais, que representa Chenglong Li, nada disse aos jornalistas quanto à eventualidade de recorrer do acórdão para a Relação do Porto.

Nas alegações finais do caso, em 19 de janeiro, Gonçalo Nabais tinha questionado a fiabilidade de parte da prova levada a tribunal.

"Andamos no âmbito da probabilidade e não de certeza", sublinhou então.

Também nas alegações finais, a procuradora Adriana Faria considerou que o mandante e os executores dos incêndios "fizeram um ato terrorista e não merecem qualquer simpatia".

Tal como a procuradora, também assistentes no processo, através dos seus advogados, consideram a acusação provada, pedindo condenações e indemnizações.

"Quiseram matar uma família a troco de dinheiro", disse um dos causídicos.

"Há cenários montados pelas máfias e tríades asiáticas em todo o mundo, não só em Portugal", disse outro. E acrescentou: "Queremos cá os chineses. Não queremos é as máfias e as tríades".

Em testemunhos que não convenceram o tribunal, o empresário chinês negou sempre qualquer envolvimento direto ou indireto naquilo que é o objeto principal do processo: os incêndios e as consequências que deles resultaram.

A condenação centra-se no segundo de dois fogos postos num prédio do Porto, que provocou a vítima mortal, em princípios de 2019.

O imóvel tinha sido comprado pelo empresário Chenglong Li, de nacionalidade chinesa e detentor de 'visto gold', que, segundo o processo, o queria libertar de inquilinos para uma revenda lucrativa.

Leia Também: Porto. Empresário condenado a 25 anos de prisão por fogo posto em prédio

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