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Governo da República "falhou com a solidariedade" para com a Madeira

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, disse hoje que o Governo da República "falhou com a solidariedade aos madeirenses e porto santenses neste momento tão dramático", marcado pela pandemia da covid-19.

Governo da República "falhou com a solidariedade" para com a Madeira

Miguel Albuquerque falava no debate mensal na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), subordinado ao tema "SARS-CoV-2 - covid-19 - Situação Epidemiológica", pandemia que na região já causou 35 óbitos, 4.661 casos positivos dos quais 2.680 recuperados e 1.946 estão ativos.

"O que já foi - e vai ser - investido, realça, por outro lado, com clareza, como o empréstimo de 458 milhões de euros que a Madeira atempadamente solicitou e para o qual pediu a atenção e o aval do Governo da República, durante meses, era algo verdadeiramente importante e essencial", explicou.

Albuquerque lamentou que o Governo da República, mais uma vez, "tenha falhado com a solidariedade aos madeirenses e porto santenses neste momento tão dramático, negando o aval a este empréstimo que se teve de contrair para fazer face aos impactos da covid-19".

O presidente do executivo regional recordou ainda que o Governo Regional de coligação PSD-CDS/PP investiu, em 2020 e 2021, um total de 499,5 milhões de euros, "em ações direta ou indiretamente resultantes dos impactos da pandemia ou em necessidades para o seu controlo e acompanhamento".

"É muito dinheiro, com certeza, mas, quando está em causa a vida e a saúde dos nossos concidadãos, é um imperativo ético utilizá-lo na salvaguarda destes bens cimeiros que enformam a nossa sociedade civilizada", declarou, sublinhando que "uma vez mais avançámos, porque era essencial avançar, ignorando as habituais carpideiras políticas regionais".

O chefe do executivo regional referiu que nunca "embarcou na utilização da pandemia para o combate político, ou para arremesso deste ou daquele argumento contra os outros partidos ou mesmo contra o Governo da República, e sabem que oportunidades não faltaram".

Miguel Albuquerque assumiu, perante os deputados e a população, "a responsabilidade cimeira de todas as medidas adotadas e das escolhas feitas", alertando que "não decidir tinha resultado numa tragédia".

Os partidos da oposição com assento na ALM - PS, JPP e PCP - criticaram, por seu lado, a atuação do Governo Regional, contrariando a sua perspetiva de que "está tudo controlado".

O líder parlamentar do PS, Miguel Iglésias, indicou, a propósito, que na terça-feira a região registou o número máximo de casos positivos registados [160] em 24 horas e recordou o surto de 46 infeções num lar de idosos público para confirmar que "nem tudo está bem".

Também o deputado e presidente do PS-Madeira, Paulo Cafôfo, exigiu "informação correta e transparente para tranquilizar a população" assim como "rigor, competência e planeamento ao Governo Regional".

O deputado único do PCP Ricardo Lume ironizou dizendo que o Governo Regional "tem um novo mantra que é dizer que está tudo controlado", apesar de reconhecer o "esforço que tem sido feito".

Ricardo Lume sublinhou, contudo, que a Saúde "não é só a pandemia, mas também inclui uma série de atos médicos que não podem ser esquecidos", designadamente os problemas oncológicos.

Para Paulo Alves, do JPP, "a verdade" não é aquela de que "a situação está controlada", lembrando que a comunidade escolar registou desde janeiro 74 casos positivos, o que que "afetou 1.796 pessoas e, esses, não são dados tão residuais como o presidente do Governo Regional faz transparecer".

Por seu lado, o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, contrariou o deputado do JPP, afirmando que "das 17 escolas do concelho de Santa Cruz [naturalidade do deputado] nove não tiveram qualquer ocorrência de covid-19".

Jaime Filipe Ramos, do PSD, e Lopes da Fonseca, do CDS, partidos que suportam o Governo Regional, elogiaram as medidas aplicadas desde março de 2020 pelo executivo regional de controlo e contenção da epidemia e criticaram a falta de apoio do Governo da República à Madeira nesta matéria.

"O PS nada acrescenta e só confundem", referiu Jaime Filipe Ramos, enquanto Lopes da Fonseca disse que "do Governo da República só vem silêncio, negação ou recusa pura, só governa para o continente".

A concluir o debate, o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, reiterou as criticas à falta de apoio da República para com a Madeira e acusou a oposição de passar uma mensagem de "desgraça, descrédito, cinzenta e negativa".

"Este Governo Regional, mesmo com muitas dificuldades e com recursos próprios, nós temos feito tudo aquilo que tem estado ao nosso alcance", assegurou.

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