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"Enorme dívida de gratidão". As reações à morte de Gonçalo Ribeiro Telles

Diversas personalidades e entidades já manifestaram pesar pelo falecimento do arquiteto paisagista, aos 98 anos.

"Enorme dívida de gratidão". As reações à morte de Gonçalo Ribeiro Telles
Notícias ao Minuto

18:55 - 11/11/20 por Notícias Ao Minuto 

País Gonçalo Ribeiro Telles

O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, cuja carreira também se destacou na cidadania, ecologia e na política, morreu na tarde desta quarta-feira, em casa, rodeado pela família, aos 98 anos. Personalidades e entidades nacionais já começaram a prestar homenagem a uma das figuras mais destacadas da sociedade portuguesa. 

Através do site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa deixou uma nota de pesar pela morte de Ribeiro Telles. "Respeitado humana, profissional e politicamente por amigos, colegas e adversários, e pelos portugueses em geral, Gonçalo Ribeiro Telles deixa um legado alcançado por poucos", começa por apontar.

O chefe de Estado ressalva ainda que Ribeiro Telles foi uma "figura determinante na consolidação e alternativa na democracia portuguesa, pioneiro em Portugal das grandes questões que hoje, mais do que nunca, se mostram decisivas", lembrando ainda um "homem de grande serenidade e de grandes convicções".

"É com emoção e saudade que me despeço de Gonçalo Ribeiro Telles, amigo de longa data, a cuja Família envio sentidas condolências", terminou. 

"País tem para com Gonçalo Ribeiro Telles uma enorme dívida de gratidão"

Também António Costa já deixou uma nota de pesar pelo falecimento. "O país tem para com Gonçalo Ribeiro Telles uma enorme dívida de gratidão, quer no lançamento das bases da política ambiental em Portugal, quer no desenvolvimento de uma consciência ecológica", destacou o primeiro-ministro.

No Twitter, o chefe do Governo recordou o arquiteto como "um homem à frente do seu tempo": "As ideias que defendia há 50 anos e eram então consideradas utópicas, são hoje comummente aceites"." A sua perda é inestimável. O seu legado, felizmente, perdura, e somos todos seus beneficiários", advogou.

"Um homem à frente do seu tempo"

O ministro do Ambiente e da Ação Climática lamentou hoje a morte do arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, salientando que foi "um homem à frente do seu tempo".

"O arquiteto Ribeiro Telles pôs-nos todos a pensar. Foi um homem que deixou nas gerações seguintes preocupações ambientais, mostrando que não podem ser de segunda linha", disse João Pedro Matos Fernandes em declarações à agência Lusa.

"Agiu, como poucos, na transformação de Portugal"

A ministra da Cultura lamentou "profundamente" a morte do arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, hoje, aos 98 anos, "uma voz que transformou a defesa do ambiente num posicionamento cultural" e "agiu, como poucos, na transformação" de Portugal.

Num comunicado divulgado pelo Ministério da Cultura, Graça Fonseca recorda o "arquiteto, político e professor universitário Gonçalo Ribeiro Telles", que, "através das paisagens, marcou a cultura e o património portugueses".

"Um opositor da ditadura, um promotor da cultura ecológica"

Francisco Louçã recorreu ao Facebook para deixar a sua homenagem. "Ribeiro Telles será lembrado como um dos mais influentes arquitectos paisagistas, como o criador de excelentes obras, como um opositor da ditadura, como um promotor da cultura ecológica", foram as palavras deixadas pelo fundador do Bloco de Esquerda na rede social. 

"Grande personalidade"

O arquiteto Álvaro Siza Vieira lamentou hoje a morte de Gonçalo Ribeiro Telles, aos 98 anos, e lembrou-o como uma "grande personalidade" da sociedade portuguesa.

Em declarações à agência Lusa, e reagindo à morte do arquiteto paisagista, Álvaro Siza disse que Ribeiro Telles é uma "grande figura", e marcou "profundamente" o mundo da arquitetura paisagista em Portugal.

Gulbenkian recorda "figura ímpar" ligada à instituição

O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian expressou "profundo pesar" pela morte do arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, hoje, aos 98 anos, "figura ímpar" ligada àquela instituição "desde o primeiro momento".

Num comunicado hoje divulgado pela fundação, a sua presidente, Isabel Mota, recorda "o amigo e visionário que inspirou gerações de arquitetos paisagistas, responsável, em conjunto com António Viana Barreto, pelo desenho do jardim da Fundação Gulbenkian [em Lisboa], um espaço que se tornou emblemático para todos os que diariamente aqui esquecem o bulício da cidade".

"O seu pensamento ecologista perdurará"

O Livre lamentou hoje a morte do arquiteto e fundador do PPM Gonçalo Ribeiro Telles, acreditando que "o seu pensamento ecologista perdurará" e que a luta por um meio ambiente mais sustentável deixa "inúmeros herdeiros".

Destacando o seu percurso enquanto "figura pioneira do movimento ecologista em Portugal", o partido da papoila lembrou que "Ribeiro Telles ajudou a escrever com Fernando Santos Pessoa e outras figuras" o nº1 do artigo 66 da Constituição Portuguesa, que estabelece que "todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender".

Gonçalo Ribeiro Telles foi "absolutamente marcante"

O presidente da associação ambientalista Zero, Francisco Ferreira, diz que o arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles foi "absolutamente marcante" para o território atual e que o país lhe deve muito.

"Foi absolutamente marcante para o território que temos neste momento. Se ele não tivesse concebido a Reserva Agrícola Nacional, procurando preservar os nossos melhores solos, se ele não tivesse pensado na Reserva Ecológica Nacional, que impediu que muita construção surgisse em locais de risco do ponto de vista ecológico e ambiental, se ele não tivesse também estado ligado aos primeiros planos diretores municipais, numa forma semelhante à que temos agora, o planeamento, e acima de tudo a paisagem, as cidades, Lisboa de forma mais marcante, seriam muito diferentes e para muito pior", disse Francisco Ferreira.

"Referência na cultura portuguesa"

O Centro Nacional de Cultura lamentou a morte do arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, hoje, aos 98 anos, uma "referência na cultura portuguesa" e um "autêntico símbolo" da arquitetura paisagista, cuja voz continuará "a ter de ser ouvida".

Num comunicado hoje divulgado, o presidente do Grande Conselho do Conselho Nacional de Cultura (CNC) e membro da organização desta entidade, Guilherme d'Oliveira Martins, refere que a melhor palavra no momento da morte de Gonçalo Ribeiro Telles é "gratidão": "será para nós sempre um exemplo e uma memória viva".

"Não só um homem de Cultura, de Política, foi um homem de causas"

O arquiteto Gonçalo Byrne, presidente da Ordem dos Arquitetos, lamentou hoje à agência Lusa a morte de Gonçalo Ribeiro Telles, aos 98 anos, sublinhando que fica "um legado absolutamente extraordinário" em Portugal e a nível internacional.

"É uma figura incontornável da arquitetura paisagista", mas também uma personalidade com várias dimensões, "não só um homem de Cultura, de Política, foi um homem de causas", disse Gonçalo Byrne.

"Vida dedicada à arquitetura, ao paisagismo e à ecologia"

O Grupo Parlamentar do PS considerou hoje que Gonçalo Ribeiro Telles se assumiu ao longo da sua vida, que foi dedicada à arquitetura, como um "intransigente" defensor dos valores da democracia e da liberdade.

Em comunicado, o Grupo Parlamentar do PS associa-se ao pesar pelo falecimento do arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, fundador do PPM (Partido Popular Democrático), destacando a sua "vida dedicada à arquitetura, ao paisagismo e à ecologia".

PPM manifesta dor pela morte do fundador

O PPM manifestou hoje a sua dor pelo falecimento do fundador Gonçalo Ribeiro Telles, "um homem à frente do seu tempo" cujas ideias prometem não deixar morrer, apelando aos partidos parlamentares para assinalarem condignamente o nome deste visionário.

"O PPM vem por este meio manifestar a sua dor pelo falecimento do fundador, Gonçalo Ribeiro Telles, antigo Subsecretário de Estado do Ambiente e Ministro de Estado e da Qualidade de Vida", pode ler-se numa nota enviada à agência Lusa pelo presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira.

O Governo decidiu hoje decretar um dia de luto nacional, na quinta-feira, pela morte do arquiteto paisagista e fundador do PPM (Partido Popular Monárquico), Gonçalo Ribeiro Telles, disse à agência Lusa fonte oficial do executivo.

MPT recorda fundador "humanista"

O Partido da Terra (MPT) manifestou hoje "profundo pesar" pela morte do fundador do partido Gonçalo Ribeiro Telles, recordando-o como um "humanista na verdadeira aceção da palavra" e "visionário nas políticas" de ordenamento do território.

Gonçalo Ribeiro Telles foi "um humanista na verdadeira aceção da palavra, foi pioneiro do ecologismo na política portuguesa, mestre de muitos arquitetos paisagistas, um vanguardista na compreensão da paisagem sob o ponto de vista holístico e um visionário nas políticas de ordenamento do território", dá conta um comunicado divulgado pelo partido.

"Há personalidades que conquistam um lugar na História"

A reitora da Universidade de Évora (UE) lamentou hoje a morte de Gonçalo Ribeiro Telles, fundador da licenciatura de Arquitetura Paisagista naquela instituição, recordando "um homem à frente do seu tempo".

"Há personalidades que conquistam um lugar na História, é com certeza o caso de Gonçalo Ribeiro Telles, reconhecido e premiado internacionalmente pelo seu trabalho, pelo pioneirismo e pela forma coerente que dedicou toda a sua vida", frisou Ana Costa Freitas.

[Última atualização às 23h34]

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