Meteorologia

  • 10 JULHO 2020
Tempo
19º
MIN 18º MÁX 31º

Edição

Empresas de diversão optaram por diálogo mas admitem manifestações

A Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED) afirmou hoje ter escolhido a via do diálogo para encontrar soluções para o setor, nomeadamente isenções fiscais e apoios diretos, não colocando de parte recorrer a manifestações.

Empresas de diversão optaram por diálogo mas admitem manifestações
Notícias ao Minuto

21:26 - 26/05/20 por Lusa

País Covid-19

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APED, Francisco Bernardo, avançou que as reuniões que hoje manteve em Lisboa com representantes dos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, PCP e PS deram para "concluir que estão sensibilizados" para aquilo que o setor pretende como solução.

"Concordam com o que estamos a pedir e que acham que faz sentido. Disseram que iam desenvolver trabalho, apresentando projetos de resolução e até projetos de lei com as medidas que nós pedimos", adiantou Francisco Bernardo, acrescentando que na semana passada já tiveram reuniões semelhantes com o PSD e o CDS-PP.

Francisco Bernardo afirmou ainda que, numa fase inicial, a APED pede ao Governo, liderado pelo socialista António Costa, "isenção a nível fiscal em algumas taxas e apoios sociais" na fase em que estão paralisados e, mais para a frente, sublinhou que estão a "trabalhar num plano com medidas de contingência que seja possível aplicar nestes recintos itinerantes e provisórios".

"Sabendo que os eventos estão todos cancelados, [trabalhamos para] arranjar uma alternativa junto dos municípios para iniciar a atividade, sabendo também de antemão que não vai ter o mesmo impacto económico nestas empresas. As empresas não vão ter a mesma rentabilidade do passado", considerou.

A APED, com sede em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, agrega cerca de 800 empresas, na sua maioria familiares, que dependem ativamente da realização e organização de eventos, como festas, feiras e romarias.

A associação tem reclamado medidas de apoio do Governo para "o período de carência" das empresas de diversão itinerantes devido à falta de meios de subsistência, tendo já reunido com o secretário de Estado do Comércio, João Torres.

A APED já reuniu igualmente com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) que manifestou "abertura para sensibilizar" as autarquias e o executivo no sentido de apoiarem as empresas de diversão a atenuarem os prejuízos provocados pela pandemia.

A associação quer que as câmaras municipais, através da ANMP, viabilizem a "organização de pequenos parques de diversão e restauração" no contexto da pandemia de covid-19.

Francisco Bernardo demarcou-se ainda das ações tomadas nos últimos dias por parte da recém-criada Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), cujo presidente ocupou no passado a presidência da APED não tendo sido reconduzido no cargo, nomeadamente das manifestações em Lisboa reclamando apoios ao Governo.

"Ninguém está contra o direito de se manifestarem, mas a APED tem um plano, um 'timming' e enquanto o diálogo está a decorrer não queremos seguir para estes meios, apesar das manifestações não estarem de fora das nossas hipóteses", frisou, dizendo não se rever nos ideais da APIC.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório