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Tancos. Azeredo Lopes ouvido a 3 de fevereiro e juiz quer chamar Costa

A fase de instrução do processo do furto e achamento do armamento de Tancos vai começar a 8 de janeiro de 2020 com a audição de dois arguidos, determinou o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, Carlos Alexandre.

Tancos. Azeredo Lopes ouvido a 3 de fevereiro e juiz quer chamar Costa

O ex-ministro da Defesa vai ser interrogado no dia 3 de fevereiro do próximo ano, no âmbito do processo de Tancos, avançou esta tarde a SIC Notícias. O juiz Carlos Alexandre quer que o primeiro-ministro, António Costa, deponha presencialmente no Tribunal Central de Instrução Criminal como testemunha de Azeredo Lopes.

A fase de instrução do processo arranca dia 8 de janeiro de 2020 com a audição de dois arguidos, determinou o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre. 

No despacho de abertura de instrução, a que a agência Lusa teve acesso, o juiz agendou 30 inquirições, que começam com os arguidos Válter Abreu e Jaime Martins Oliveira, ambos acusados pelo furto das armas, terminando a 13 de fevereiro com o interrogatório do arguido Gabriel Matos Moreira, também acusado pelo mesmo crime e que se encontra em prisão preventiva.

O magistrado explica que, dada a complexidade da matéria e a eventual necessidade de confrontação das pessoas com a prova documental dos autos, todas as declarações terão lugar nas instalações do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), não admitindo diligências depoimentos por escrito ou por videoconferência.

A instrução é uma fase facultativa do processo de recolha de prova que pode ser requerida pelos arguidos para contestar a acusação, sendo dirigida por um juiz, ao contrário da fase de inquérito que é dirigida pelo Ministério Público.

Processo de Tancos

O processo de Tancos tem 23 acusados, incluindo o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, o diretor nacional da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira, o ex-porta-voz da PJM Vasco Brazão e o ex-fuzileiro João Paulino, os quais respondem por um conjunto de crimes que vão desde terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação até falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

O caso do furto das armas em Tancos foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação do material de guerra furtado ocorrido na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

Leia Também: Tancos: Costa "não foi informado nem notificado de nada"

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