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Tensão com Coletes Amarelos em Paris leva polícia a intervir

Este é já o 23º. fim de semana de protestos dos Coletes Amarelos, em França.

Tensão com Coletes Amarelos em Paris leva polícia a intervir

De acordo com a Polícia de Paris, 56 pessoas foram detidas este sábado na capital francesa durante a 23º fim de semana de protesto dos Coletes Amarelos. 

Segundo relata a imprensa francesa, até ao momento, pelas 15 horas, 137 manifestantes foram identificados, numa onda de protestos que culminou em momentos de tensão entre a polícia  e os Coletes Amarelos. 

Desde novembro de 2018 que os coletes Amarelos, incluindo muitos jovens vestidos de preto e de cara tapada, manifestam-se e criam o caos nas ruas de Paris.

O movimento nasceu espontaneamente num sinal de protesto que começou contra a taxação de combustíveis em França e contesta agora a carga de impostos, perda do poder de compra e desilusão geral com o Governo.

De salientar que este os manifestantes estão proibidos de protestar nas proximidades da Catedral de Notre-Dame, monumento atingido por um incêndio no passado dia 15. 

A proibição vigorará durante todo o dia de hoje, num perímetro que inclui a Île de la Cité, na qual estão localizadas a catedral e seus arredores, segundo um comunicado da Polícia.

Áreas como os Campos Elísios e a zona em torno do Palácio do Eliseu (palácio presidencial) também estão interditas à manifestação, como tem acontecido todos os sábados, após os casos de violência e saques então registados.

Os milhões de euros em doações prometidos em poucos dias para a reconstrução de Notre-Dame atraíram muitas críticas, enquanto os "coletes amarelos" reivindicam há meses nas ruas pelo aumento de seu poder de compra e apoios a associações que cuidam dos pobres.

Várias figuras do movimento tomaram a palavra para denunciar uma generosidade seletiva.

Os Coletes Amarelos manifestam-se há meses na rua, inicialmente para protestar contra os impostos, mas a sua contestação transformou-se num conjunto alargado de exigências, que abrange questões institucionais, políticas, económicas e sociais.

No dia em que o incêndio devastou Notre-Dame, Macron deveria ter feito uma série de anúncios para responder à crise desencadeada pelos "coletes amarelos", mas foi adiado 'sine die'.

A catedral de Notre-Dame encontrava-se em obras de restauro no seu exterior quando, no passado dia 15 à tarde, deflagrou um violento incêndio que demorou cerca de 15 horas a ser extinto.

 

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