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Comandante não irá "virar as costas" a autor de tiro que matou guarda

Pedro de Tinoco de Faria diz lamentar as duas vidas: a da jovem que morreu e a do autor do disparo, “que está a viver a fatalidade de ter morto alguém de quem gostava e sua camarada".

Comandante não irá "virar as costas" a autor de tiro que matou guarda
Notícias ao Minuto

11:10 - 09/11/18 por Filipa Matias Pereira 

País Tinoco de Faria

Carla Amorim tinha 32 anos, era guarda prisional e perdeu a vida no início desta semana. Em causa “um acidente com uma arma de fogo, vítima de um segundo de desatenção que em gíria popular se afirma ‘o diabo dispara com uma tranca”, escreve Pedro de Tinoco de Faria, comandante o do autor do tiro mortal.

O oficial confessa sentir-se “triste” quando olha para a foto de Carla Amorim, “uma jovem que irradia vida, a vida essa e o destino esse, são madrastas e imprevisíveis”. Pedro de Tinoco de Faria aproveita ainda a oportunidade para frisar que a profissão de guarda prisional é “desvalorizada” e os colegas desta classe têm “poucos direitos”, ao passo que “os criminosos são tratados pelas administrações como bebés de colo”.

Já em relação “ao homem que fatalmente e sem intenção disparou a arma”, o comandante diz conhecê-lo bem, já que foi seu subordinado, comando e paraquedista. Trata-se, com efeito, e no seu entendimento, de “um homem alegre e um excelente profissional” e esse “microsegundo, esse gesto fatal e sem intenção, essa certeza de que nada haveria na câmara da arma” é equiparado a “um salto me paraquedas onde uma pequena desatenção” ou “excesso de confiança” levam à morte. “Ao meu amigo e soldado de Portugal”, acrescenta, “o destino pregou uma partida enorme”.

Pedro de Tinoco de Faria confidencia ainda, numa publicação emocionada na sua página de Facebook, lamentar as duas vidas: a da jovem que morreu e a do autor do disparo, “que está a viver a fatalidade de ter morto alguém de quem gostava e sua camarada. A minha solidariedade quando muitos lhe irão virar as costas e onde toda a sua vida familiar e profissional está comprometida”.

Salienta ainda o comandante que, por vezes, a “morte em vida é mais dura que a morte eterna”. Por isso, aos dois dedica as “orações” e garante que não irá “virar as costas neste momento tão difícil que não desejaste”, referindo-se ao subordinado. O autor da publicação deseja também que o seu colega consiga resolver dentro dele “a culpa” e perdoar-se “de algo que é tão íntimo e tão inocente, como foi o momento em que o destino te trapaceou”.

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