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Costa e Nogueira trocam 'galhardetes' na rua por causa dos professores

O encontro entre o primeiro-ministro e o secretário-geral da Fenprof aconteceu esta terça-feira, ao final da manhã, na inauguração das obras de requalificação da Escola de Melgaço, em Paredes de Coura, onde António Costa e o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues foram recebidos com um protesto de professores.

Costa e Nogueira trocam 'galhardetes' na rua por causa dos professores
Notícias ao Minuto

13:14 - 11/09/18 por Patrícia Martins Carvalho com Lusa 

País Viana do Castelo

Ambos em Viana do Castelo, António Costa e Mário Nogueira foram filmados em direto a discutir a questão da recuperação, por parte dos professores, do tempo de serviço que esteve congelado durante os anos da troika.

O primeiro-ministro frisou que, apesar de não ter havido qualquer acordo na reunião de sexta-feira, o Governo deu um “segundo sinal que foi dizer que, mesmo sem acordo, vamos pôr em letra de lei o que foi a nossa proposta para o dia 1 de janeiro de 2019”.

Mas Mário Nogueira não se ficou e garantiu que “nos termos em que foi feito o comunicado” do Ministério da Educação, os professores só vão beneficiar do descongelamento “daqui a dois governos” e isso, frisou, “não é justo”.

“Os professores deram o melhor de si e depositaram grandes expetativas neste Governo que agora é o primeiro a desvalorizar esses anos de trabalho. Não é justo”, disse o secretário-geral da Fenprof.

Em resposta, o primeiro-ministro lembrou-lhe que o Governo é “de todos os portugueses” e não só dos professores, razão pela qual há que “procurar fazer isto de forma equitativa”.

“De forma equitativa? Mas não o fazem”, acusou Mário Nogueira, explicando que “os outros, que perderam sete anos, recuperam sete anos”, o que não acontece com a classe docente.

Na resposta, António Costa lembrou o sindicalista de que o compromisso do Partido Socialista, conforme constava do programa de governo, era o de “descongelar carreiras e foi isso que aconteceu”.

Mas Mário Nogueira não se deixou vencer e rematou: “Mas depois a maioria relativa obrigou a outros compromissos e esses vocês não cumprem, essa é que é a questão”.

“Isso não é verdade”, terminou o primeiro-ministro.

Momentos depois foi a vez de falarem, individualmente, aos jornalistas, com o sindicalista a dizer que "com um Governo que não conta o tempo completo dos professores, mesmo negociando o prazo e o calendário, não há acordo possível".

Declaração semelhante fez António Costa: "Com um dirigente sindical tão intransigente, relativamente à proposta que o Governo apresentou, não há acordo possível".

Ainda a propósito dos professores saliente-se, por fim, que hoje foi também divulgado um relatório que dá conta de que os docentes das escolas portuguesas, assim como os diretores ganham, em média, mais do que outros trabalhadores com formação superior, uma tendência que contraria a maioria dos países da OCDE.

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