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Marcelo apela para "espécie de entendimento ou acordo" sobre demografia

O Presidente da República apelou hoje para uma "espécie de entendimento ou de acordo" sobre políticas de demografia, dizendo esperar que os partidos políticos "também se empenhem" e pensem no "Portugal de 2023, 2026, 2030".

Marcelo apela para "espécie de entendimento ou acordo" sobre demografia
Notícias ao Minuto

22:01 - 07/09/18 por Lusa

País Políticas

"Eu espero que na sequência deste encontro (...) seja possível o Conselho Económico e Social começar a discutir uma espécie de entendimento ou de acordo relativamente à demografia nos próximos anos e os partidos políticos naturalmente também se empenhem nisso", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no Porto, no final da abertura da Conferência "Desafios Demográficos: A Natalidade".

O chefe de Estado deu, no entanto, a entender que dos partidos políticos não espera muito no curto prazo: "Não tenho ilusões relativamente ao ano que vem [ano de eleições legislativas], mas se se começar a abrir caminho para depois, 2020, 2021, 2023 era bom", disse.

Sobre a participação dos partidos políticos, Marcelo Rebelo de Sousa havia já deixado um apelo no discurso: "Deitemos mãos à obra, esqueçamos por uns instantes que seja um dia, sejam uns encontros, umas conferências, este ano em que os discursos são eleitorais e as refregas de curtíssimo prazo e pensemos no Portugal de 2023, 2026, 2030, porque não 2040 ou 2050", disse.

Para o chefe de Estado uma das questões ligadas à demografia que merece reflexão prende-se com as migrações.

"Felizmente em Portugal temos um consenso alargado no tratamento da temática das migrações, mas olhamos à nossa volta e a moda é outra. A meu ver errada, míope, em termos económicos sociais, culturais e humanos e que vem acompanhada de apelos que fazem recordar aquilo que a Europa viveu vai para 100 anos", advertiu.

O Presidente da República considerou que as questões relacionadas com a demografia carecem de intervenção e que esta não pode ser apenas divina.

"Trata-se de olharmos para o longo prazo, sabendo que milagres só os há, mesmo para os crentes, raríssimas vezes e sempre com o apelo à ação humana", apontou.

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