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"Apesar de o incêndio estar dominado, não é momento de cruzar os braços"

A Segunda Comandante Operacional Nacional e porta-voz da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, admitiu, na conferência de imprensa da manhã desta sexta-feira, que será mantido todo o dispositivo no terreno, no Algarve, para evitar reacendimentos.

"Apesar de o incêndio estar dominado, não é momento de cruzar os braços"
Notícias ao Minuto

09:19 - 10/08/18 por Natacha Nunes Costa com Lusa 

País Patrícia Gaspar

"Ao fim de mais uma noite de trabalho podemos finalmente dizer que temos o incêndio de Monchique dominado". Foi assim que Patrícia Gaspar começou o briefing operacional da manhã desta sexta-feira sobre o incêndio que lavra há uma semana no concelho de Monchique.

Contudo, apesar de a Proteção Civil ter dado o fogo como dominado, a porta-voz admite que vão manter todo o dispositivo no terreno para evitar reacendimentos.

"Apesar de termos o incêndio dominado não é o momento de cruzar os braços, temos um vasto perímetro, uma vasta área afetada e temos de manter toda a energia e toda a dedicação para que nas próximas horas e, talvez, nos próximos dias possamos manter a consolidação de todo este perímetro, podendo responder às reativações que, naturalmente, ainda vão surgir para que não se ponha em causa todo o trabalho feito até agora", explicou.

Quanto ao dia de hoje, a Segunda Comandante Operacional Nacional recorda que as condições meteorológicas podem favorecer o risco de incêndio.

"O dia de hoje revela-se novamente um dia em termos meteorológicos adverso, vamos ter um aumento da temperatura, uma redução da humidade e a próxima noite já não apresenta a mesma recuperação que têm apresentado as noites anteriores. Vamos voltar a ter índices de humidade relativa baixos, ou seja, continuamos com risco de incêndio e todo o cuidado é pouco, por isso mesmo, vamos manter todo o dispositivo no terreno para responder a qualquer risco de incêndio", disse.

As zonas mais preocupantes para a Proteção Civil continuam a ser todo o perímetro desde São Marcos da Serra até São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, a área onde ainda se mantém a maior quantidade de meios.

Ainda segundo a responsável, a partir 10h30 vai haver nova ação intensiva com um avião de reconhecimento para detetar eventuais pontos quentes onde seja preciso focar a atenção dos bombeiros.

A Proteção Civil atualizou ainda o número de feridos para 41, um deles em estado grave. Do total das vítimas, 22 são bombeiros

Quanto a danos materiais, Patrícia Gaspar admite que arderam 50 habitações e que há 49 deslocados que deverão, na sua maioria, regressar a casa ainda durante o dia de hoje.

Hoje de manhã, mantinham-se deslocadas 20 pessoas na vila de Monchique, 14 em Sagres (concelho de Vila do Bispo), três em Marmelete (Monchique), havendo ainda 12 acamados em unidades de saúde a receber cuidados diferenciados.

O incêndio de Monchique já destruiu cerca de 27 mil hectares, segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), tornando-o no maior este ano em Portugal.

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