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China lembra lições da invasão do Iraque em referência a ataque de sábado

A China pediu hoje aos Estados Unidos, França e Reino Unido que "aprendam com a História e evitem a repetição de tragédias do passado", comparando o ataque conjunto contra a Síria à invasão do Iraque.

China lembra lições da invasão do Iraque em referência a ataque de sábado
Notícias ao Minuto

11:20 - 16/04/18 por Lusa

Mundo Síria

"Esquecemo-nos das lições do conflito no Iraque? Há que recordar as lições do passado", afirmou a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, em conferência de imprensa.

"Alguns dirigentes destes três países (EUA, França e Reino Unido) afirmaram repetidamente que é provável que a Síria tenha usado armas químicas. Acreditamos que estes comunicados para criminalizar a Síria e justificar a sua ação militar carecem de legalidade e legitimidade", disse.

A porta-voz insistiu que a operação militar de sábado viola a Carta das Nações Unidas, já que "vai contra a lei internacional conduzir ataques punitivos contra a Síria".

Hua recordou que a China se opõe ao uso de armas químicas "independentemente do propósito e em qualquer circunstância, por parte de qualquer país, organização e indivíduo", e que irá fazer uma investigação objetiva sobre a possível utilização daquele tipo de armas pelo regime de Bashar al-Assad.

A porta-voz afirmou que o conflito na Síria só pode ser resolvido pela via política e que o uso da força apenas acrescentará incertezas à situação atual.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram no sábado uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghouta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à "ação monstruosa" realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar "o tempo que for necessário".

Segundo o secretário-geral da NATO, a ofensiva teve o apoio dos 29 países que integram a Aliança.

O ataque da madrugada de sábado foi uma reação ao alegado ataque com armas químicas contra a cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, ocorrido no dia 07 de abril e que terá provocado 40 mortos e afetado 500 pessoas.

Na sequência destes ataques, e a pedido da Rússia, realizou-se uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU, na qual foi rejeitada uma proposta de condenação da ofensiva militar, apresentada pelos russos.

Hoje será entregue ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a Síria, que inclui um novo mecanismo de controlo sobre o uso de armas químicas. O texto, redigido pela França, abrange três áreas: química, humanitária e política, segundo fontes diplomáticas.

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