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"Esta calúnia tornou a minha vida num inferno", disse Sarkozy

Ex-presidente francês está a ser alvo de um processo em que é acusado de ter recebido financiamentos ilícitos para promover a sua campanha de 2007.

"Esta calúnia tornou a minha vida num inferno", disse Sarkozy
Notícias ao Minuto

07:39 - 22/03/18 por Andrea Pinto com Lusa 

Mundo Investigação

O ex-presidente francês disse aos magistrados que o colocaram sob investigação a propósito do alegado financiamento ilícito à sua campanha de 2007, que a sua vida se tornou num "inferno" devido a esta mentira.

"Esta calúnia tornou a minha vida num inferno desde o dia 11 de março de 2011", terá afirmado Sarkozy em tribunal, segundo reporta o Le Figaro.

O ex-chefe de Estado francês questionou ainda os magistrados sobre o porquê de considerarem que este trabalhou "para favorecer os interesses do Estado líbio" e afirmou que está a ser "acusado sem quaisquer provas materiais".

O político de 63 anos terá alegad que é vítima de uma campanha de destabilização que teve início em 2011, e que tem como protagonistas Tripoli e um empresário franco-libanês, que é também alvo de um outro inquérito judicial.

"Tem sido provado em muitas ocasiões que ele (Ziad Takieddine) recebeu dinheiro do Estado líbio", disse Sarkozy.

E acrescentou: "sobre o senhor Takieddine, gostaria de lembrar que ele não prova, nesse período de 2005-2011, qualquer encontro comigo".

"Durante as 24 horas da minha custódia, eu tentei com toda a força da convicção que é a minha mostrar que as indicações sérias e concordantes que são a condição da acusação não existiam tendo em conta a fragilidade do documento que foi objeto de um inquérito judicial e as características altamente suspeitas do passado altamente carregado do senhor Takieddine".

"Os factos de que sou suspeito são sérios, eu estou ciente disso, mas, como eu continuo a defender com toda a convicção, se é uma manipulação do ditador Kadhafi ou dos seus seguidores (...) então eu peço aos magistrados que meçam a profundidade, a gravidade e a violência da injustiça que seria cometida contra mim", fez sobressair ainda.

Saliente-se que o ex-chefe de Estado francês foi indiciado na quarta-feira por corrupção passiva, financiamento ilegal de campanha eleitoral e encobrimento de fundos públicos da Líbia. Esteve a ser ouvido durante cerca de 25 horas pelos investigadores, que o interrogaram na sede da Polícia Judiciária de Nanterre, nos arredores de Paris.

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