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Iémen: ONG preocupada com abusos cometidos por'Houthis

A organização Human Rights Watch (HRW) declarou-se hoje preocupada com "práticas abusivas" adotadas nos últimos dias pelos rebeldes 'Houthis' no Iémen, nas suas operações contra os apoiantes do ex-presidente Ali Abdallah Saleh, que mataram na segunda-feira.

Iémen: ONG preocupada com abusos cometidos por'Houthis
Notícias ao Minuto

17:46 - 07/12/17 por Lusa

Mundo Human Rights Watch

"Os 'Houthis' deveriam lembrar-se de que a morte de Ali Abdallah Saleh não invalida as suas obrigações perante o direito internacional e os civis das zonas sob o seu controlo", disse a investigadora da HRW sobre o Iémen Kristine Beckerle, citada pela agência noticiosa francesa AFP.

Beckerle recordou que desde que os membros daquele movimento político-religioso conquistaram a capital iemenita, Sanaa, em 2014, a Human Rights Watch documentou casos de "detenções arbitrárias", "desaparecimentos forçados" e "maus tratos" sofridos por opositores e jornalistas.

"Informações preocupantes dos últimos dias em Sanaa indicam que os 'Houthis' estão novamente envolvidos nessas práticas abusivas", afirmou.

Violentos confrontos opõem os 'Houthis' aos apoiantes de Saleh desde a deslocação da aliança rebelde, na semana passada.

A Comissão Internacional da Cruz Vermelha (CICV) forneceu um balanço de mais de 230 mortos e 400 feridos.

Os 'Houthis' garantiram o controlo quase total da capital após a morte de Saleh mas, segundo membros do partido do ex-presidente, os seus adversários iniciaram uma vasta campanha de repressão, detendo centenas de pessoas suspeitas de serem pró-Saleh, incluindo membros da família do ex-presidente.

Informações não confirmadas deram também conta de execuções sumárias e em várias províncias, chefes tribais foram obrigados a jurar lealdade aos 'Houthis'.

Na quarta-feira, a Comissão para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediram aos membros daquele movimento para "libertarem imediatamente" 41 jornalistas e outros funcionários de uma estação de televisão detidos na capital.

Essas pessoas que trabalhavam para a Yemen Today -- uma estação ligada ao ex-presidente Saleh -- foram detidas durante um ataque às instalações da televisão realizado no passado sábado.

Após a tomada da capital pelos rebeldes, uma coligação militar árabe sob comando saudita tem intervindo no Iémen desde março de 2015 para apoiar o Presidente, Abd Rabbo Mansour Hadi, e travar o avanço dos 'Houthis', acusados de ligações ao Irão, grande rival da Arábia Saudita.

O conflito no Iémen fez mais de 8.750 mortos desde março de 2015, dos quais mais de 1.500 eram crianças, e também 50.600 feridos, na maioria civis.

O país enfrenta a pior crise humanitária do planeta, segundo a ONU: 17 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar, sete milhões das quais em risco de epidemia de fome.

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