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Irão continua a cumprir acordo nuclear

O Irão cumpriu nos passados dois meses e meio todas a exigências do acordo nuclear assinado com seis grandes potências em 2015, indicou hoje a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).

Irão continua a cumprir acordo nuclear
Notícias ao Minuto

16:30 - 13/11/17 por Lusa

Mundo Energia Atómica

Segundo um relatório trimestral hoje divulgado em Viena, o Irão mantém os seus inventários de urânio enriquecido dentro dos limites de pureza e quantidade acordados, critérios através dos quais se tenta garantir que Teerão não desenvolverá armas nucleares a curto prazo.

Também as reservas iranianas de água pesada, da qual se pode extrair plutónio -- outra substância com possíveis fins bélicos -, se mantêm abaixo dos limites máximos permitidos, certificam os inspetores da AIEA.

Há um mês, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou abandonar o acordo nuclear com o Irão se não fossem corrigidos os seus "defeitos" e deu ao Congresso até 13 de dezembro para impor novas sanções a Teerão se considerar necessário.

No seu relatório de hoje, a AIEA assegura que os seus inspetores continuam a ter, como nos últimos meses, acesso a todas a instalações requeridas e instalaram nos centros nucleares iranianos os meios eletrónicos de vigilância previstos no acordo.

Este tratado, que entrou em vigor em janeiro de 2016, limita diversas atividades atómicas da República Islâmica por um período de entre dez e 25 anos.

Em troca, as potências signatárias -- Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha -- levantaram as sanções comerciais, diplomáticas e nucleares que haviam imposto ao Irão.

Perante as pressões exercidas por Trump contra o que classificou como "um mau acordo", o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, esteve na semana passada nos Estados Unidos, onde se reuniu com a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Nikki Haley.

O dirigente da AIEA reafirmou que os seus inspetores têm tudo aquilo de que precisam para supervisionar o cumprimento do acordo, que classificou como "a forma mais forte de verificação nuclear".

Amano também esteve em Teerão a 29 de outubro último para se reunir com a cúpula iraniana e dar um novo impulso ao acordo.

De acordo com os inspetores da AIEA, os depósitos de urânico enriquecido até um máximo de 3,67% - só utilizáveis para fins civis -- ascendiam, a 05 de novembro, a 96,7 quilos, cerca de mais oito quilos que em finais de agosto.

Por outro lado, o relatório da AIEA indica que as autoridades iranianas mantêm paralisadas as obras em Arak, onde o Irão tinha previsto construir um reator de água pesada que poderia produzir plutónio, um material usado na elaboração de bombas nucleares.

Com 114,4 toneladas a 06 de novembro, as reservas iranianas de água pesada continuam a estar abaixo das 130 toneladas, conforme estipulado no acordo.

O texto da agência especializada das Nações Unidas refere igualmente que Teerão continua a permitir o uso de mecanismos de vigilância à distância, bem como o trabalho dos inspetores, incluindo as visitas de surpresa às suas instalações.

O acordo tenta limitar a capacidade e a magnitude do programa atómico iraniano para garantir que não poderá produzir armas nucleares em menos de 12 meses, um período que daria tempo à comunidade internacional para reagir se fossem detetadas atividades nucleares militares.

Apesar do persistente cumprimento do Irão, Trump considera que Teerão viola "o espírito" do acordo ao prosseguir ensaios e testes de mísseis balísticos, o que, no entanto, não está regulado nem proibido por este acordo.

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