Trump reconhece que Rússia é responsável por 'hacking' dos democratas

O próximo presidente dos EUA, Donald J. Trump, disse hoje numa conferência de imprensa em Nova Iorque que acredita que a Rússia esteve por trás das fugas de informação do Comité Nacional Democrata.

© Reuters
Mundo EUA

"Acho que foi a Rússia, mas também somos 'hacked' por outros países e outras pessoas. O Comité Nacional Democrata estava completamente aberto a ser 'hacked'. Fizeram um muito mau trabalho", disse.

PUB

A conferência de imprensa, que aconteceu na Torre Trump na Quinta Avenida, foi a primeira do Presidente eleito desde julho, quando ainda era o candidato presidencial dos republicanos.

"Se Putin gosta de Donald Trump, adivinhem, isso chama-se uma vantagem e não um defeito", explicou, questionado porque é que não tinha sido alvo dos mesmos ataques.

"Eu 'twittei' que não tenho relações com a Rússia. Não tenho negócios na Rússia. Não tenho negócios na Rússia porque nos mantivémos longe. E não tenho nenhuns empréstimos na Rússia. Como empresário de imobiliário, tenho muito, muito pouca dívida", disse.

A CNN, o Washington Post e o New York Times, entre outros, publicaram na terça-feira notícias citando um relatório dos serviços de informações dos EUA segundo o qual a Rússia tem informação comprometedora suficiente para "chantagear" Donald Trump.

Trump chamou as notícias de "uma desgraça" e criticou os órgãos de informação CNN e Buzzfeed por publicarem o relatório integralmente.

Ainda sobre a Rússia, disse que Putin não "devia estar a fazê-lo [espionagem eletrónica a organizações americanas] e não o vai fazer."

"A Rússia vai ter muito mais respeito pelo nosso país quando o estiver a liderar do que quando outras pessoas o lideraram", disse.

Sobre a reforma do sistema nacional de saúde conhecida por Obamacare, que assegura cuidados de saúde a mais de 20 milhões de pessoas, Trump disse que "é um completo e total desastre" e que "está a implodir."

O republicano acrescentou que Obamacare "era um problema dos democratas" e que lhes estava "a fazer um grande favor" ao revogar a lei.

Trump explicou ainda que revogar o sistema de saúde e a aprovação de um substituto acontecerá "essencialmente em simultâneo".

O responsável disse também que não vai esperar pela negociação com o México para construir a muralha na fronteira com o país, uma das suas grandes promessas de campanha, e que por isso vai avançar com a sua construção de imediato, mas que o o vizinho do sul "vai devolver" o custo da obra, nem que seja "através de um imposto".

Uma advogada de Donald Trump explicou durante a conferência de imprensa que o empresário vai abdicar de todos os cargos na sua empresa, bem como a sua filha, para evitar conflitos de interesses e que a organização será gerida por dois dos seus filhos, Don e Eric Trump.

A advogada explicou também que qualquer contribuição de um governo estrangeiro para os hotéis da sua marca serão doados ao tesouro norte-americano, uma vez mais para evitar conflitos de interesses.

Os jornalistas perguntaram também se Trump iria mostrar a sua declaração de impostos, mas Trump repetiu que continua sob investigação do serviço norte-americano de impostos, IRS, e que o tema não é importante.

"Os únicos que se preocupam com a minha declaração de impostos são os jornalistas", disse, acrescentando que a prova desse facto é que tinha ganho a eleição.

Donald J. Trump toma posse como Presidente dos EUA no próximo dia 20 de janeiro.

COMENTÁRIOS REGRAS DE CONDUTA DOS COMENTÁRIOS

Acompanhe as transmissões ao vivo da Primeira Liga, Liga Europa e Liga dos Campeões!

Obrigado por ter ativado as notificações do Desporto ao Minuto.

É um serviço gratuito, que pode sempre desativar.

Notícias Ao Minuto Saber mais sobre notificações do browser