Operacionalidade dos voos para a Guiné-Bissau está garantida

As condições de operacionalidade dos voos para a Guiné-Bissau estão garantidas, disse hoje à Lusa uma fonte oficial da transportadora aérea portuguesa TAP, que vai recomeçar a rota para o país africano no dia 01 de dezembro.

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Mundo TAP

"A suspensão da rota deveu-se a um incidente que pôs em causa a verificação das condições normais de operacionalidade, e é essa situação que se considera estar ultrapassada", disse o porta-voz da TAP, António Monteiro.

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Os voos da TAP de e para a Guiné-Bissau estão suspensos desde dezembro de 2013, quando a tripulação de um voo da companhia aérea portuguesa foi coagida pelas autoridades de transição guineenses a transportar 74 passageiros sírios ilegais para Lisboa, o que mereceu fortes críticas da comunidade internacional e levou à suspensão da operação da companhia nesse país.

O reinício das operações "tem a ver com a verificação de condições que levaram à suspensão da rota", vincou o porta-voz da transportadora portuguesa, mas também com a gestão da frota de aviões da TAP.

"Há uma redução global da oferta, por isso há mais disponibilidade da frota e foi também isso que permitiu programar o reinício das operações", que arrancam esta quinta-feira.

"A TAP está muito satisfeita por voltar a operar Bissau, voltando a servir todos os países africanos de língua portuguesa, reforçando a sua presença em África, continente que constitui um dos seus eixos estratégicos", acrescentou.

No site da TAP, consultado esta manhã pela Lusa, já é possível fazer reservas para esta rota, com uma viagem de ida e volta para a Guiné-Bissau, com partida dia 1 de dezembro às 21h50 e chegada às 02:00, e regresso no dia 04 de dezembro a custar um total de 782 euros, na versão mais barata.

Os voos vão realizar-se às quintas-feiras e sábados, no sentido Lisboa/Bissau, com partida às 21:50 e chegada às 02:00. No regresso, os voos irão partir de Bissau todas as sextas-feiras e domingos, pelas 02:50, chegando a Lisboa às 06:00.

A TAP deixou de voar para a Guiné-Bissau desde que no dia 10 de dezembro de 2013 uma tripulação da companhia portuguesa foi obrigada a transportar para Lisboa, a partir do aeroporto de Bissau, 74 passageiros nacionais da Síria, mas que viajavam com documentação que se revelara falsa.

A tripulação alegaria que foi forçada a transportar aqueles passageiros que acabariam por pedir asilo em Portugal.

O Governo português classificou como "ato semelhante ao terrorismo" o embarque forçado dos passageiros e exigiu explicações detalhadas às autoridades de então em Bissau.

A Guiné-Bissau era dirigida na altura daqueles acontecimentos por um governo de transição saído de um golpe militar.

Foi realizado um inquérito cujas conclusões não foram tornadas públicas, mas do processo não houve nenhuma diligência judicial na Guiné-Bissau.

Sem ter as devidas explicações e considerando que não existiam as condições de segurança, a TAP decidiu, a 11 de dezembro de 2013, pela suspensão das suas operações para a Guiné-Bissau evocando "grave quebra de segurança" no aeroporto internacional Osvaldo Vieira.

A ligação aérea entre Bissau e Lisboa, passando por Casablanca, em Marrocos, com uma escala de várias horas, passou a ser feita pela companhia Royal Air Maroc, com voos todos os dias com exceção das quartas e sextas-feiras.

Em novembro de 2014, a companhia privada portuguesa EuroAtlantic iniciou as suas operações regulares, ligando, com voos diretos, Lisboa e Bissau, inicialmente com um voo semanal e mais tarde aumentado para dois.

 

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