"Neste momento, quase meio milhão de pessoas saíram zona de combate em Rafah. A catástrofe humanitária que se aventou não aconteceu e não irá acontecer", assegurou Benjamin Netanyahu, num comunicado.
O primeiro-ministro israelita acrescentou que as forças israelitas "estavam a lutar em toda a Faixa de Gaza (...), ao mesmo tempo que estavam a retirar a população civil e a cumprir as suas obrigações para satisfazer as suas necessidades humanitárias".
Netanyahu rejeitou falar sobre o "dia seguinte" ao fim da guerra na Faixa de Gaza, acrescentando que "só existe a alternativa de vitória militar" no enclave palestiniano.
"Enquanto não estiver claro que o Hamas não controla militarmente Gaza, nenhum ator estará disposto a assumir a gestão civil de Gaza", disse Netanyahu na mensagem, acusando o grupo islamita palestiniano de intimidar e atacar civis por trabalharem na distribuição de alimentos dentro do território de Gaza.
As palavras de Netanyahu surgem três dias após o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, ter garantido numa entrevista à televisão CBS que os Estados Unidos ainda não viram um plano para Gaza pós-conflito.
Cerca de 450 mil pessoas fugiram de Rafah desde 06 de maio, segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), enquanto o exército israelita intensifica a sua ofensiva na cidade.
Segundo a agência de notícias palestiniana Wafa, os bairros de Al-Salam, Al-Jeneina e Al-Barazil, a leste da cidade de Rafah, foram alvo de bombardeamentos de artilharia, causando destruição generalizada de casas e propriedades.
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