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Canadá vai taxar os mais ricos para financiar habitação

O Canadá revelou hoje novos impostos sobre os mais ricos para financiar a habitação em particular e atrair os mais jovens afetados pelo aumento do custo de vida, durante a apresentação do seu orçamento federal.

Canadá vai taxar os mais ricos para financiar habitação
Notícias ao Minuto

08:44 - 17/04/24 por Lusa

Economia Canadá

O Governo de Justin Trudeau também espera um abrandamento da sua economia em 2024, mas acredita que pode evitar a recessão, apesar das taxas de juro relativamente elevadas que pesam sobre a economia.

Com mais de 10 pontos atrás do seu principal rival, o líder conservador Pierre Poilievre, nas sondagens, o primeiro-ministro liberal Justin Trudeau precisa de reconquistar o apoio dos eleitores mais jovens do Canadá, que o levaram ao poder em 2015, para vencer as eleições marcadas para daqui a pouco mais de um ano.

"Hoje, um carpinteiro ou uma enfermeira podem pagar impostos numa percentagem ligeiramente mais elevada do que um multimilionário. Isto não é justo. Isto tem de mudar, e vai mudar", frisou Madi Chrystia Freeland, ministra do Orçamento.

Freeland prometeu também "justiça para todas as gerações".

"Para muitos jovens canadianos, especialmente os Millennials e a Geração Z, parece que o seu trabalho árduo não está a compensar", vincou.

"Eles não beneficiam das mesmas condições que os seus pais e avós", acrescentou.

Sendo o aumento do custo de vida uma grande preocupação para a maioria dos canadianos, o orçamento de Freeland apresenta uma série de novos gastos para reduzir os custos do dia-a-dia.

O Governo também se comprometeu, no contexto de uma crise imobiliária, a construir 3,87 milhões de casas adicionais até 2031 "a um ritmo e numa escala não vistos desde o pós-Segunda Guerra Mundial", sublinhou a ministra.

Para isso, Otava abrirá terrenos públicos para habitação, converterá gabinetes federais em apartamentos e tributará propriedades vagas.

Os preços das casas novas caíram ligeiramente em março, mas não o suficiente para compensar o aumento dos custos dos juros que mantiveram muitos novos compradores afastados.

A inflação tem estado abaixo dos 3% desde janeiro, mas de momento sem conduzir a uma redução das taxas de juro fixadas pelo Banco do Canadá.

O orçamento também fornece fundos para um programa que permite a contraceção gratuita, fortalece o combater à interferência estrangeira e aos incêndios florestais, antecipando uma temporada de fogos catastrófica.

Os economistas consultados pelo governo reviram as previsões em alta, contando agora com um crescimento de 0,7% este ano, em comparação com 0,5% anunciado no relatório económico de novembro.

Freeland indicou que a dívida nacional aumentará ligeiramente no ano fiscal de 2024-2025 para atingir um novo recorde de 1.300 milhões de dólares canadianos (885 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

Quanto ao défice, deverá ficar um pouco abaixo do esperado, em 39,8 mil milhões de dólares canadianos (27,2 mil milhões de euros), e permanecer estável antes de começar a diminuir em 2026-2027.

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