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Candidato da oposição pede anulação das presidenciais em Madagáscar

Um candidato da oposição nas eleições presidenciais em Madagáscar recorreu hoje ao Supremo Tribunal Constitucional do país para exigir a anulação do ato eleitoral que deu a vitória ao Presidente cessante, Andry Rajoelina.

Candidato da oposição pede anulação das presidenciais em Madagáscar
Notícias ao Minuto

15:53 - 25/11/23 por Lusa

Mundo Madagáscar

"Apresentei dois pedidos para solicitar o cancelamento da votação e a desqualificação de Andry Rajoelina", disse hoje Siteny Randrianasoloniaiko à agência noticiosa francesa AFP, denunciando uma "fraude eleitoral".

Andry Rajoelina foi reeleito Presidente de Madagáscar, uma República semipresidencialista, logo na primeira volta de uma corrida eleitoral com dez candidatos da oposição que apelaram ao boicote e cujos resultados eleitorais hoje apresentados pela comissão eleitoral não reconhecem.

Rajoelina, de 49 anos, que concorreu a um segundo mandato à frente da grande ilha do Oceano Índico, obteve 58,95% dos votos expressos, segundo resultados anunciados numa conferência de imprensa realizada na capital, Antananarivo, e que ainda devem ser validados pelo o Supremo Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial do país.

"O povo malgaxe escolheu o caminho da continuidade, da serenidade e da estabilidade", disse Rajoelina à imprensa pouco depois de serem conhecidos os resultados, agradecendo aos eleitores pela "sabedoria" que "expressaram livremente".

Eleito em 2018, Andry Rajoelina chegou ao poder pela primeira vez em 2009, graças a um motim que expulsou o ex-Presidente Marc Ravalomanana.

Onze milhões de malgaxes inscritos nas listas eleitorais foram convocados às urnas em 16 de novembro passado, para escolher entre Rajoelina e outros doze candidatos oficiais.

Contudo, dez candidatos da oposição reunidos num coletivo, incluindo dois antigos presidentes, apelaram aos eleitores para "considerarem que estas eleições não existem", recusando-se a fazer campanha.

A taxa de participação na votação foi de pouco mais de 46%, uma queda em relação à eleição presidencial anterior, em 2018.

"Que resultados? Que eleições?", respondeu um representante do coletivo da oposição à AFP quando questionado sobre a vitória de Rajeolina.

O grupo já tinha anunciado na sexta-feira que os seus integrantes não reconheceriam os resultados.

"Não reconheceremos os resultados destas eleições ilegítimas, repletas de irregularidades, e declinamos qualquer responsabilidade pela instabilidade política e social que delas possa resultar", alertaram.

Leia Também: Eleitores em Madagáscar optaram pela "continuidade" e pela "estabilidade"

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