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RCA. Bangui quer "reconstruir os laços de confiança" com Paris

A República Centro-Africana (RCA) quer "reconstruir laços de confiança" com a França, anunciou hoje o seu novo embaixador em Paris, Flavien Mbata, numa altura em que se regista nos últimos anos uma deterioração das relações diplomáticas bilaterais.

RCA. Bangui quer "reconstruir os laços de confiança" com Paris
Notícias ao Minuto

19:56 - 13/01/23 por Lusa

Mundo República Centro-Africana

O cargo estava vago há quase um ano e Flavien Mbata iniciou hoje as suas funções, com a entrega das cartas ao Presidente francês, Emmanuel Macron.

Paris denuncia campanhas de desinformação, que alega serem fomentadas por Moscovo e que fazem crescer o sentimento antifrancês no país.

A França lamenta particularmente a crescente influência do grupo paramilitar russo Wagner, acusado pela Organização das Nações Unidas (ONU) de graves violações dos direitos humanos na RCA.

"A quintessência da mensagem [entregue a Macron na cerimónia de apresentação das cartas credenciais] é a vontade do Presidente centro-africano [Faustin-Archange] Touadéra de reconstruir os laços de confiança entre a França e a República Centro-Africana no âmbito da nossa cooperação bilateral", acrescentou Mbata.

O diplomata especificou que se trata de tornar esta relação "mais dinâmica" e "diversificá-la" estendendo-a para além do setor económico, alargando-a aos domínios cultural ou desportivo por exemplo.

Mbata, magistrado, ex-chefe de gabinete do presidente do Tribunal Constitucional e ex-ministro da Justiça, garantiu que todos os assuntos estariam "em cima da mesa", que não haveria "nenhum assunto tabu".

Em meados de dezembro, os últimos 47 militares franceses destacados na República Centro-Africana deixaram o país, numa retirada decidida por Paris no verão de 2021, precisamente face ao crescente protagonismo do grupo paramilitar russo Wagner no país, palco de uma guerra civil desde 2013.

Antiga potência colonial, a França destacou mais de mil militares na República Centro-Africana em 2013 como parte da Operação Sangaris, com luz verde da ONU, para acabar com a violência intercomunitária.

A operação, que chegou a totalizar 1.600 efetivos, terminou em 2016.

Aproveitando o vácuo criado pela saída do grosso das tropas francesas, Moscovo despachou "instrutores militares" para o país em 2018, e posteriormente centenas de paramilitares, em 2020, a pedido de Bangui, face à ameaça dos rebeldes.

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