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Países ocidentais emitem nova advertência ao líder dos sérvios da Bósnia

Os países ocidentais advertiram hoje o chefe político dos sérvios da Bósnia, Milorad Dodik, dois dias antes de uma sessão do parlamento da entidade sérvia destinada a iniciar um processo de retirada das instituições centrais do país balcânico.

Países ocidentais emitem nova advertência ao líder dos sérvios da Bósnia
Notícias ao Minuto

20:02 - 08/12/21 por Lusa

Mundo Milorad Dodik

A Republika Srpska (RS) dispõe de ampla autonomia neste país descentralizado, que incluiu ainda a entidade croato-bosníaca (muçulmana) e está dividido em linhas de fraturas étnicas. Dodik, um antigo protegido dos ocidentais mas que se tornou num fervoroso defensor da comunidade sérvia, contesta o reforço das instituições centrais da Bósnia-Herzegovina e exige um recuo nas decisões.

O parlamento da RS reúne-se na sexta-feira para discutir a retirada da entidade sérvia do exército comum bósnio, do sistema central de impostos e da justiça, instalado após o final da guerra civil (1992-1995) sob pressão das potências ocidentais.

A guerra na Bósnia-Herzegovina provocou cerca de 100.000 mortos, na maioria muçulmanos bósnios (bosníacos), que agora controlam diversas instituições desta ex-república jugoslava.

"As ações decidias por qualquer das partes para contrariar o quadro geral do acordo de paz terão consequências", declarou o Conselho de implementação da paz (PIC) responsável pela aplicação do acordo de Dayton (Estados Unidos) que pôs termo ao conflito no final de 1995.

O Conselho é integrado por representantes das potências ocidentais e da Rússia, que não assinou este comunicado.

A Rússia apoia Milorad Dodik, que na semana passada se deslocou a Moscovo para um encontro com o Presidente Vladimir Putin.

"O PIC sublinhou que não pode ocorrer uma retirada unilateral dos acordos sobre a transferência [das responsabilidades] das entidades para o Estado central", segundo o comunicado.

Ao acordo de Dayton consagrou a divisão desta ex-república jugoslava em duas entidades, com o reconhecimento de três povos constitutivos, uma presidência rotativa e um frágil Governo central.

Dodik, que desde há vários anos considera a Bósnia um "país impossível" e emite ameaças de secessão, anunciou em setembro a criação de um exército dos sérvios da Bósnia.

Em resposta, aumentaram nas últimas semanas as deslocações de diplomatas norte-americanos a Sarajevo, para reafirmar o apoio de Washington à "integridade territorial" do país.

As Forças Armadas comuns, que integram 10.000 soldados e pessoal civil, foram formadas em 2006, 11 anos após o final do conflito.

Milorad Dodik, atual membro da presidência colegial rotativa, afirmou na quarta-feira que não tem a intenção de renunciar, mas pretende retirar a RS das instituições centrais nas áreas do exército, impostos e justiça.

Na prática, e mais de 25 anos após o fim da guerra civil, o país balcânico com 3,3 milhões de habitantes permanece um protetorado internacional, com fortes poderes decisórios atribuídos ao Alto representante que supervisiona e coordena a aplicação dos aspetos civis do Acordo de Dayton.

Em agosto passado foi designado para este cargo Christian Schmidt, 63 anos, ex-ministro da Agricultura da Alemanha pelo partido democrata-cristão bávaro CSU.

Leia Também: Novo alto representante para Bósnia assume cargo entre elogios e rejeição

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