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Ambiente: EUA e Brasil comprometem-se com "parceria estratégica"

Os Governos norte-americano e brasileiro reforçaram hoje o compromisso com uma "parceria estratégica de longo prazo" entre ambos os países, numa conversa que abordou as metas ambientais do Brasil e o combate à pandemia, informaram fontes oficiais.

Ambiente: EUA e Brasil comprometem-se com "parceria estratégica"
Notícias ao Minuto

22:59 - 17/06/21 por Lusa

Mundo Clima

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, informou hoje que o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony J. Blinken, conversou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, e debateram a construção de uma parceria baseada nos interesses comuns "de prosperidade económica, segurança, meio ambiente e democracia".

Um dos focos da conversa foram as metas ambientais que o Governo brasileiro, presido por Jair Bolsonaro, se comprometeu a atingir nas próximas décadas.

"Eles discutiram as metas encorajadoras do Presidente Bolsonaro de alcançar a neutralidade de carbono até 2050, o duplo financiamento para combater a desflorestação ilegal e eliminar a desflorestação ilegal até 2030, e a necessidade de sustentar essas metas com etapas de implementação concretas a curto prazo", indicou o Departamento de Estado norte-americano em comunicado.

Bolsonaro é um cético em relação às mudanças climáticas, mas prometeu esforços a nível ambiental antes da cimeira do clima, organizada pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em abril.

Antony J. Blinken aproveitou ainda para felicitar Carlos França pela eleição do Brasil para o Conselho de Segurança das Nações Unidas e por se tornar o primeiro signatário latino-americano do Acordo de Artemis, iniciativa da agência espacial norte-americana NASA, que prevê astronautas a pisar a superfície lunar em 2024 e o envio de seres humanos para Marte em 2030.

"Os dois líderes reafirmaram o seu compromisso de combater a pandemia de covid-19, aprofundar a nossa parceria económica e fortalecer a segurança digital", concluiu o comunicado.

Bolsonaro tem mostrado uma mudança de tom na sua relação com Joe Biden.

O mandatário brasileiro foi um dos últimos líderes mundiais a congratular Biden pela sua vitória nas eleições presidenciais dos Estados Unidos no ano passado.

Durante o primeiro debate presidencial contra Donald Trump, em outubro de 2020, Joe Biden ameaçou o Brasil com sanções económicas devido à desflorestação na Amazónia.

Na ocasião, Bolsonaro, aliado incondicional de Trump, considerou "desastrosas" essas declarações, que, segundo o mandatário, poderiam colocar em risco "as relações cordiais" entre Brasília e Washington.

Leia Também: "Não há vacina contra as alterações climáticas", lembra Matos Fernandes

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