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Lukashenko acusa Putin de chantagem energética com Bielorrússia

O Presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, acusou hoje o Kremlin de pressioná-lo para fundir a Bielorrússia com a Rússia em troca de preços mais favoráveis para o fornecimento de hidrocarbonetos.

Lukashenko acusa Putin de chantagem energética com Bielorrússia

"A liderança russa faz alusão à integração da Bielorrússia em troca de preços unificados de energia", indicou Aleksandr Lukashenko, citado pelo seu gabinete de imprensa, ao relatar o seu encontro com Presidente russo, Vladimir Putin, na cidade russa Sochi, na semana passada.

Lukashenko disse ainda estar "convicto de que nem os russos nem os bielorrussos jamais desejariam seguir esse caminho", escreve a AFP.

"Eles entendem a integração como um devorar da Bielorrússia. Isso não é integração. Eu nunca aceitarei isso", disse hoje Lukashenko numa visita a uma fábrica de papel no sudeste da Bielorrússia, citado pela Associated Press.

O Presidente bielorrusso, que governa o país com "mão de ferro" desde 1994, multiplicou recentemente as declarações denunciando a pressão russa, enquanto Vladimir Putin aparenta querer uma maior integração entre os dois aliados.

A Rússia e a Bielorrússia mantêm relações tensas, nomeadamente devido às frequentes disputas energéticas.

Até recentemente, a Bielorrússia importava todo o seu petróleo da Rússia a uma taxa preferencial, mas este ano a Rússia terminou esse regime.

Apesar de inúmeras negociações, os dois países não chegaram a um acordo de preços para 2020.

O fornecimento de hidrocarboneto russo a preços reduzidos foi crucial para a antiga república soviética.

Minsk, capital da Bielorrússia, refina grande parte do petróleo russo recebido e depois exporta-o para a Europa, o que constitui uma importante contribuição financeira para este país com uma economia enfraquecida.

Alexander Lukashenko insiste regularmente que o seu país não será absorvido pela Rússia, enquanto prosseguem as negociações no âmbito da "União Rússia-Bielorrússia", uma aliança político-económica com contornos mal definidos que remonta a 1999.

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