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Líder da CDU quer afastar 'AKKatastrophe' e reunir apoios no congresso

A líder da União Democrata-Cristã (CDU) da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, espera reunir o apoio do partido no congresso que começa esta sexta-feira, em Leipzig, depois dos maus resultados eleitorais nas europeias e regionais deste ano.

Líder da CDU quer afastar 'AKKatastrophe' e reunir apoios no congresso
Notícias ao Minuto

09:17 - 21/11/19 por Lusa

Mundo Alemanha

O tabloide alemão Bild qualificou de 'AKKatastrophe' os resultados da CDU da chanceler Angela Merkel nas eleições regionais da Turíngia, fazendo juntando AKK, como é conhecida a líder da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer, e 'katastrophe' (catástrofe, em português).

Nesse escrutínio, no mês de outubro, o partido conservador de direita foi o terceiro mais votado, quando, há quatro anos, tinha ficado em primeiro lugar.

A este resultado "humilhante", como vários jornais descreveram, já se tinham juntado as eleições europeias de maio, em que a CDU perdeu mais de 7% dos votos, e as regionais nos Estados da antiga Alemanha de Leste, Brandeburgo e Saxónia.

Annegret Kramp-Karrenbauer (AKK) espera que os membros do partido confiem que nem só de derrotas foi feito este seu quase primeiro ano de liderança.

Em declarações à Lusa, Martin Kesseler, editor de Política do diário Rheinische Post (RP), o congresso de Leipzig, marcado para sexta e sábado, vai ser dominado por esta discussão.

"A liderança de AKK está em jogo neste congresso. Ela tem tido um ano muito fraco. Cometeu vários erros, perdeu várias eleições, mas ao mesmo tempo, na minha opinião, não teve nenhuma falha grande. Penso que continuará a ser a candidata da CDU às próximas eleições legislativas", revelou Kessler.

O principal opositor de AKK, o advogado Friedrich Merz, que a acusou recentemente de "falta de liderança", já disse, no entanto, que este não é o momento de divisões internas, mas sim da união do partido.

O ministro da saúde, Jens Spahn, que também entrou na corrida à liderança, em dezembro do ano passado, mostrou o mesmo desejo, frisando que o partido deve preocupar-se em governar e não em alimentar disputas internas.

"Penso que o partido vai estar ao lado da AKK. Há o receio, por exemplo, que Merz radicalize mais a CDU. Os seus membros até podem reconhecer que isso seria uma jogada positiva contra a AfD [partido de extrema-direita] mas não a favor da democracia. Como não há nenhuma cara nova, penso que irão apoiá-la", destaca o editor de política do jornal RP.

Um inquérito levado a cabo este mês pela Ifratest Dimap revelou que apenas 19% dos alemães consideram AKK uma boa escolha para chanceler, enquanto 42% acreditam que Merz seria a pessoa certa para governar o país. Ainda assim, Martin Kessler acredita que ainda não é o fim da ministra da Defesa à frente do maior partido da Alemanha.

"Acho que a CDU não está a passar por uma 'AKKatastrophe' porque ela tem muitos apoiantes dentro do partido, por um lado as mulheres e a ala mais social também está com ela. Como se mantém no centro, também reúne bastante consenso na ala mais económica. Apenas o lado mais radical está contra", admite o jornalista.

O congresso da CDU, em Leipzig, realiza-se nos dias 22 e 23 em Leipzig. A abertura ficará a cargo da antiga líder do partido, a chanceler Angela Merkel.

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