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"Já ninguém nos acusa de interferência nos EUA. Agora acusam a Ucrânia"

Vladimir Putin disse hoje esperar que as "lutas internas" entre Republicanos e Democratas dos Estados Unidos deixem, um dia, de influenciar as relações bilaterais e admitiu estar contente por as atenções se terem voltado para a Ucrânia.

"Já ninguém nos acusa de interferência nos EUA. Agora acusam a Ucrânia"
Notícias ao Minuto

15:42 - 20/11/19 por Lusa

Mundo Vladimir Putin

"Graças a Deus, já ninguém nos acusa de interferência nas eleições dos Estados Unidos [e] agora acusam a Ucrânia", afirmou Vladimir Putin, num fórum anual de investimentos que se realiza hoje em Moscovo.

"Eles que resolvam esse problema entre eles", acrescentou.

Putin referia-se à investigação que o Congresso norte-americano está a realizar para determinar se o Presidente, Donald Trump, suspendeu intencionalmente a entrega de uma ajuda militar de 400 milhões de dólares à Ucrânia para conseguir que Kiev investigasse o ex-vice-Presidente e potencial adversário nas eleições de 2020 Joe Biden e os negócios do filho deste naquele país.

"A luta política interna nos Estados Unidos afeta as relações" bilaterais com a Rússia, alertou, acrescentando esperar que "isso deixe de acontecer um dia" e sublinhando que a Rússia "está pronta" para reativar as relações entre os dois países.

"Os Estados Unidos são um grande país", disse, garantindo que a Rússia "sempre tratou com respeito".

Vladimir Putin defendeu também que os Estados Unidos terão de mudar a natureza do seu relacionamento com os aliados da NATO, considerando que o papel de "guarda-chuva" que Washington desempenhou contra a ameaça russa deixou de fazer sentido, já que a Rússia "não vai atacar ninguém".

"Toda a gente sabe que a Rússia não vai atacar ninguém", disse Putin, garantindo que a "ameaça russa é uma invenção" daqueles que querem capitalizar esse "mito".

Vladimir Putin também aproveitou o seu discurso no fórum de investimentos para se dirigir à União Europeia, reiterando que a Rússia está interessada na preservação daquela instituição europeia e que observa "com preocupação" todos os acontecimentos na região, como seja o 'Brexit'.

"Grande parte das nossas reservas cambiais está em euros", referiu, lembrando também que as trocas comerciais estão a aumentar.

Segundo sublinhou, a UE é o principal parceiro comercial da Rússia e, por isso, Moscovo está interessado em "manter a situação como está e em que as coisas funcionem eficazmente".

Ainda assim, Putin não descartou a possibilidade de outros países seguirem o exemplo do Reino Unido, defendendo que "até 2028 alguns países da Europa Oriental irão atingir um nível de desenvolvimento tal que já não vão precisar de receber ajudas, mas sim contribuir para o orçamento europeu, como fazia até agora o Reino Unido".

"Não tenho a certeza de que, nessa altura, não surjam ideias semelhantes às que há hoje no Reino Unido", sugeriu o chefe de Estado russo, desejando "sucesso" aos países europeus.

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