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ONU evita falar em golpe de Estado mas Parlatino diz que foi isso mesmo

A Organização das Nações Unidas (ONU) evitou hoje qualificar como um "golpe de Estado" a saída de Evo Morales da Presidência da Bolívia, ao contrário da opinião do Parlamento Latino-americano e das Caraíbas (Parlatino), também emitida hoje.

ONU evita falar em golpe de Estado mas Parlatino diz que foi isso mesmo
Notícias ao Minuto

20:58 - 12/11/19 por Lusa

Mundo Bolívia

Um dos porta-vozes do secretário-geral da ONU, António Guterres, Farhan Haq, declarou que "não é uma situação que a ONU deva definir", em resposta as perguntas sobre as versões diferentes das razões da demissão de Morales apresentadas pelo próprio e pela oposição.

Sem dúvidas, a partir da Cidade do Panamá, o Parlatino destacou que os factos que levaram à renúncia de Morales prefiguram o que é "um golpe de Estado".

Em declaração pública, o Parlatino "reprovou a pressão exercida sobre o Presidente Morales por parte das Forças Armadas para que renunciasse, o que configura uma forma de golpe de Estado".

O porta-voz de Guterres considerou que as circunstâncias na Bolívia "são muito fluídas", adiantando que a ONU está a fazer esforços para que a crise política no país não piore.

"O mais importante agora é prevenir um recrudescimento e levar a cabo todas as medidas para criar condições para umas eleições pacíficas, credíveis, transparentes e inclusivas o mais cedo possível", acrescentou o porta-voz.

No mesmo sentido, o Parlatino considerou "indispensável, como solução política da crise e para o restabelecimento das instituições democráticas, que se marquem eleições livres, secretas, informadas e observadas".

No domingo, Evo Morales tinha anunciado a repetição das eleições presidenciais depois de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter opinado que tinham existido numerosas irregularidades nas eleições de 20 de outubro, nas quais tinha sido reeleito para um quarto mandato.

Depois da divulgação da posição da OEA, e face a exigências de polícias e militares, Morales anunciou a sua renúncia à Presidência ao fim de quase 14 anos no poder.

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