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"Um acordo ainda é muito possível", diz ministro britânico

Um acordo para uma saída ordenada do Reino Unido da União Europeia (UE) "ainda é muito possível", afirmou hoje o ministro britânico para o Brexit, contrastando no seu otimismo com a maior cautela de Michel Barnier.

"Um acordo ainda é muito possível", diz ministro britânico
Notícias ao Minuto

11:17 - 15/10/19 por Lusa

Mundo Brexit

"Estão a decorrer discussões detalhadas e um acordo ainda é muito possível", declarou Steve Barclay à chegada a uma reunião dos ministros e secretários de Estado dos Assuntos Europeus da UE, que se celebra hoje no Luxemburgo.

O ministro britânico pediu que "se deixe espaço" para as negociações em curso entre Londres e Bruxelas, intensificadas nos últimos dias, depois de na passada quinta-feira uma reunião entre os primeiros-ministros britânico, Boris Johnson, e o irlandês, Leo Varadkar, ter permitido, segundo disseram, ver "um caminho" até ao consenso.

O otimismo de Barclay contrastou com a cautela de Michel Barnier que, à entrada para a mesma reunião, assumiu que, apesar de um acordo ainda ser possível, o tempo para alcançá-lo começa a escassear.

"As conversas foram intensas durante o fim de semana e ontem [segunda-feira], e mesmo que seja cada vez mais difícil, para ser franco, ainda é possível um acordo para esta semana", sustentou.

Na primeira parte do Conselho de Assuntos Gerais, o principal negociador comunitário informou os 27 do ponto de situação das negociações, que continuam hoje com o objetivo de fechar um acordo que possa ser aprovado pelos chefes de Estado e de Governo da UE na cimeira europeia que decorre na quinta e sexta-feira em Bruxelas.

Estas negociações estão a decorrer a poucos dias da reunião do Conselho Europeu, que tem sido encarada como a última oportunidade para evitar uma saída britânica da UE sem acordo, com pesadas consequências, ou para abordar um possível terceiro adiamento do processo.

No início deste mês, o Reino Unido apresentou uma proposta alternativa de acordo para o Brexit.

Um dos pontos problemáticos da proposta britânica, segundo o principal negociador da UE, assenta na ausência de "certezas jurídicas" relativamente ao 'backstop' (mecanismo de salvaguarda) e no papel reservado à Irlanda do Norte, cujas autoridades autónomas teriam o poder de autorizar (ou revogar) o alinhamento com as regras do mercado comum naquele território todos os quatro anos.

Inicialmente agendada para 29 de março, a saída do Reino Unido foi adiada para 22 de maio e depois para 31 de outubro, uma data que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, assegura que irá respeitar, haja ou não acordo entre os 27 e Londres.

Legislação em vigor estipula que o primeiro-ministro britânico é obrigado a pedir uma extensão do processo do Brexit por mais três meses, até 31 de janeiro, se não for alcançado um acordo até 19 de outubro nem autorizada uma saída sem acordo.

Na passada quarta-feira, o presidente do Parlamento Europeu, o italiano David Sassoli, disse que a assembleia europeia apoiaria um eventual adiamento do Brexit para permitir eleições ou um novo referendo.

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