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Rússia está preocupada com a crescente tensão entre os EUA e o Irão

O Kremlin mostrou-se hoje preocupado com a "escalada da tensão" em torno do Irão, apesar de o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ter assegurado à Rússia que os Estados Unidos não estão interessados numa guerra com Teerão.

Rússia está preocupada com a crescente tensão entre os EUA e o Irão
Notícias ao Minuto

12:53 - 15/05/19 por Lusa

Mundo Dmitry Peskov

"Por enquanto, nós constatamos que a escalada de tensão sobre esse tema continua", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusando os EUA de "provocar" o Irão.

As relações já tensas entre Washington e Teerão aumentaram há uma semana.

O Irão suspendeu alguns dos compromissos assumidos no acordo de 2015, que rege o seu programa nuclear, um ano após a retirada dos Estados Unidos do pacto e do reforço das sanções contra a economia iraniana por parte do Governo do Presidente Donald Trump.

Acusando Teerão de preparar "ataques" contra os interesses norte-americanos no Médio Oriente, o Pentágono enviou um porta-aviões, um navio de guerra, bombardeiros B-52 e uma bateria de mísseis Patriot para a região do Golfo Pérsico na semana passada.

"Basicamente, não estamos à procura de uma guerra com o Irão", disse Pompeo, na terça-feira, durante a conferência de imprensa com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, em Sochi (sul da Rússia), antes de se encontrar com Presidente russo, Vladimir Putin.

"Dificilmente se pode falar de qualquer garantia: há uma situação evidente, que é uma tendência de continuidade da escalada" da tensão, disse hoje Peskov.

O porta-voz russo disse "ver com pesar as decisões" de Teerão, mas referiu que "compreende que o Irão não tomou essas decisões de forma voluntária, mas em resposta à pressão".

"E são precisamente as ações dos Estados Unidos que provocaram o Irão", afirmou Peskov.

Hoje, o Departamento de Estado dos EUA ordenou que o seu pessoal diplomático não essencial deixasse a embaixada de Bagdad e o consulado de Erbil, no norte do Iraque.

A Rússia, como os europeus e a China, são a favor de manter o acordo nuclear assinado em 2015, em Viena.

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