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Timmermans promete "tolerância zero" para atropelos à democracia

O candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, Frans Timmermans, assegurou hoje que não irá tolerar atropelos aos valores fundamentais e advertiu contra qualquer condescendência para com governos que atentem contra a democracia, liberdade de expressão ou direitos humanos.

Timmermans promete "tolerância zero" para atropelos à democracia
Notícias ao Minuto

19:57 - 07/12/18 por Lusa

Mundo Comissão Europeia

Timmermans, que é atualmente primeiro vice-presidente da Comissão Europeia, com a pasta dos Direitos Fundamentais e do Estado de Direito, assegurou que essa tem sido e vai continuar a ser a sua postura.

"No meu papel atual tenho sido sempre muito claro quando há problemas com o estado de Direito, com a democracia, com os direitos humanos. Falo muito claramente, sem diferenciar se é um partido da minha família política ou outra", disse em entrevista à agência Lusa, à margem do Congresso do Partido Socialista Europeu (PSE), a decorrer em Lisboa.

"Os valores fundamentais da Europa têm de ser defendidos independentemente do que os ameaça", frisou, em resposta a uma questão sobre alguns partidos da família socialista, como o eslovaco SMER-SD, suspeitos de limitações à liberdade de imprensa.

O 'Spitzenkandidat' socialista, ou cabeça-de-lista da família política socialista, acredita, por outro lado, que, contrariamente aos receios recorrentemente expressos, os partidos tradicionais não vão deixar de ter a maioria no Parlamento Europeu que vai ser eleito em maio de 2019.

"Vemos muito populistas atualmente, em parte porque eles também falam muito alto, mas eles estão longe de ser uma maioria neste Parlamento Europeu e longe de ser uma maioria no próximo Parlamento Europeu. Ainda há, espero e estou confiante, uma forte maioria pró-europeia, uma maioria que atribui muita importância aos valores fundamentais", afirmou.

Timmermans advertiu, no entanto, o outro grande grupo político no Parlamento Europeu, o Partido Popular Europeu (PPE), que integra o Fidesz do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, para a importância de não fazer concessões: "Tenham cuidado para não tolerar demasiados populistas nas vossas fileiras porque é isso que faço na minha família política", disse.

O candidato socialista à presidência da Comissão Europeia recusou, por outro lado, que concorra nas eleições contra o populismo, afirmando que corre contra "um sentimento na sociedade de que a Europa não está lá".

"Penso que isto é a batalha principal e não quero saber se isso vem da extrema-esquerda ou da extrema-direita: continua a Europa a ser o instrumento nas mãos das pessoas para definir o futuro? Alguns dizem que não é, eu digo que a Europa é o melhor instrumento que temos para desenhar o nosso futuro de uma maneira socialmente aceitável", disse.

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