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EUA vão revogar vistos a sauditas envolvidos na morte de jornalista

Os Estados Unidos da América anunciaram hoje que vão revogar os vistos dos agentes sauditas que, alegadamente, estão envolvidos na morte do jornalista Jamal Khashoggi, de forma a impedir que entrem naquele país.

EUA vão revogar vistos a sauditas envolvidos na morte de jornalista
Notícias ao Minuto

00:05 - 24/10/18 por Lusa

Mundo Caso Khashoggi

"Estamos a tomar as medidas apropriadas, o que inclui a revogação dos vistos", declarou o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, numa conferência de imprensa em Washington, nos Estados Unidos.

Mike Pompeo explicou que isso significa que os suspeitos sauditas, cujo número não é especificado, deixarão de poder entrar nos Estados Unidos, passando a constar na lista de não admitidos.

"Estas sanções não serão as últimas por parte dos Estados Unidos neste caso", garantiu Mike Pompeo, indicando que o país está a equacionar "medidas adicionais para responsabilizar os responsáveis".

Isto porque, o país quer "deixar muito claro que os Estados Unidos não vão toleram este tipo de atos para silenciar Khashoggi", de acordo com o chefe da diplomacia norte-americana.

Assegurando que foram identificados "pelo menos alguns" dos suspeitos, Mike Pompeo precisou que os sauditas abrangidos pelas medidas punitivas agora anunciadas pertenciam aos "serviços de inteligência, ao círculo real, ao Ministério das Relações Exteriores e a outros ministérios sauditas".

Jamal Khashoggi, um colaborador do jornal norte-americano The Washington Post e um reconhecido crítico do homem forte do regime saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, foi assassinado em 02 de outubro dentro do consulado saudita em Istambul, Turquia, onde se dirigiu para obter documentação para casar com a noiva, uma cidadã turca.

As autoridades sauditas afirmaram durante 18 dias que o jornalista tinha saído vivo do consulado.

No sábado passado, Riade mudou a sua versão sobre o caso e reconheceu o homicídio, sustentando que foi cometido durante "uma operação não autorizada", uma explicação recebida com ceticismo no estrangeiro.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse hoje, numa intervenção no parlamento turco, que a morte de Jamal Khashoggi foi, cuidadosamente, premeditada e que o jornalista saudita foi vítima de um "assassínio selvagem".

Na mesma intervenção, Erdogan afirmou que as autoridades turcas dispõem de provas, pedindo igualmente a punição de todos os implicados no caso, "do mais alto ao mais baixo nível", e que essas pessoas sejam julgadas e punidas na Turquia.

Erdogan prometeu ainda aos familiares do jornalista que "fará de tudo" para "esclarecer" esta morte, que classificou como um "assassínio político".

Segundo a Turquia, o assassínio foi cometido por um comando de 15 agentes sauditas enviados por Riade.

Um dos aspetos ainda por apurar é a localização dos restos mortais do jornalista saudita.

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