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Sete motivos para nunca beber água em garrafas de plástico

Todos sabemos a importância para a saúde de beber água, mas a ciência alega que beber em garrafas de plástico pode não ser a melhor alternativa tanto para si, como para o meio ambiente.

Sete motivos para nunca beber água em garrafas de plástico
Notícias ao Minuto

08:00 - 11/07/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Beber água

De acordo com a ciência, e com uma reportagem divulgada pela BBC, devemos evitar as garrafas de plástico sempre que possível – e isso vale tanto para as descartáveis quanto para as reutilizáveis.

A publicação britânica alerta para complicações de saúde que podem advir da opção de ingerir água engarrafada, que enumeramos abaixo.

1. As garrafas de plástico podem contaminar a água com químicos potencialmente perigosos

Quando expõe as garrafas de plástico ao desgaste natural do uso, ao calor que se sente dentro de um carro, ao lava-louças, à radiação ultravioleta do sol, ou ao micro-ondas, as camadas mais externas do plástico podem decompor-se. Como consequência, plásticos classificados com código de reciclagem três ou sete podem libertar um químico de nome Bisfenol A (BPA), enquanto os plásticos livres de BPA podem libertar Bisfenol S (BPS).

Estes dois químicos, que também são encontrados em recibos e no revestimento de latas de alumínio, podem contaminar o líquido da garrafa, segundo Cheryl Watson, bioquímica da Universidade do Texas, que conduziu diversas pesquisas sobre a exposição humana ao BPA e ao BPS.

O problema é que, mesmo ingeridas em pequenas quantidades, estas substâncias podem imitar o estrogénio, o que pode alterar o funcionamento do sistema endócrino. Nos humanos a exposição foi associada a doenças crónicas, incluindo diabetes, asma e cancro. Estudos realizados em animais sugerem que a exposição no útero pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro e do sistema imunológico.

2. Os químicos do plástico podem prejudicar a fertilidade

Investigadores apuraram que homens e mulheres que tentavam fertilização in vitro e apresentavam altos níveis de BPA no sangue, urina e ambiente de trabalho, apresentavam uma chance menor de ter uma gestação bem-sucedida. A conclusão é de uma revisão de 91 estudos publicada na revista científica Reproductive Toxicology.

3. Químicos presentes no plástico podem aumentar o risco de doenças cardíacas e outros problemas circulatórios

Humanos expostos aos níveis mais altos de BPA têm um risco maior de desenvolver doenças cardíacas, de acordo com um estudo de 2012 publicado no periódico científico Circulation. Embora a correlação não seja necessariamente a prova da causa, os investigadores acreditam que isso pode ocorrer devido à associação do BPA à pressão alta, um fator de risco para o surgimento das doenças cardíacas. A pressão sanguínea de adultos que bebiam em latas contendo BPA aumentou quase instantaneamente num estudo pequeno, mas minucioso, realizado em 2015 e publicado na revista Hypertension.

4. Reutilizar garrafas de plástico pode expor o organismo a bactérias potencialmente perigosas

Diferentemente das garrafas de vidro ou aço, tanto as garrafas de plástico descartável quanto as reutilizáveis decompõem-se com o uso regular. Até fissuras minúsculas podem abrigar bactérias, de acordo com uma análise de pesquisa publicada na revista científica Practical Gastroenterology.

Embora a maioria das bactérias seja inofensiva, de acordo com Charles Gerba, professor de microbiologia e ciências ambientais na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, as garrafas podem alojar bactérias que provocam gripes, constipações e norovírus. (Lavá-las regularmente com água e detergente pode ajudar, mas tal pode contribuir par decompor ainda mais o plástico).

5. As garrafas de plástico são terríveis para o meio ambiente

A maioria das garrafas plásticas parece ser reciclável, mas como menos de 1% do plástico é reciclado mais do que uma vez, a maioria acaba no lixo. É o que concluiu um estudo da Science Advances publicado em 2017, que examinou plásticos feitos entre 1950 e 2015.

Se esta tendência continuar, os autores do estudo estimam que haverá mais de 11,7 milhões de quilos de plástico nos aterros sanitários e/ou no meio ambiente em 2050.

6. Garrafas de água descartáveis são caras

Pelo preço de algumas garrafas pode consumir cerca de 3,8 mil litros de água da torneira, de acordo com a Environmental Protection Agency. Um filtro purificador de água pode ser um excelente investimento.

7. Encher a garrafa reutilizável com água não filtrada pode expor o organismo a carcinogénicos

Um relatório de 2017 do Environmental Working Group (EWG) que analisou a qualidade da água potável nos 50 estados dos Estados Unidos descobriu que quase todos os sistemas de água espalhados pelo país contêm carcinogénicos, como cromo hexavalente e nitratos.

Entretanto, em reação à publicação deste artigo, a Águas Minerais e de Nascente de Portugal vem esclarecer o seguinte: "A substância Bisfenol (BPA) não é utilizada no fabrico das garrafas de água mineral natural e de nascente. Em Portugal todas as garrafas de água em plástico são produzidas com base na matéria-prima PET – Polietileno Tereftalato, onde a substância Bisfenol não existe".

[Artigo atualizado às 13h30 de dia 12 de julho de 2019, com o esclarecimento da Águas Minerais e de Nascente de Portugal]

Leia Também - Água com maçã e canela? Sete formas de emagrecer a beber água em jejum

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