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Ricardo Andrez: À moda, portuguesa e não só, "falta abrandar"

As coleções de Andrez são irónicas. Passam uma mensagem que pode ou não fazer pensar quem vê ou usa a marca Ricardo Andrez, mas o criador não se preocupa em demasia com quem recebe e sabe interpretar os conceitos que explora. O melhor? Diverte-se a fazê-lo, ao mesmo tempo que leva o próprio nome mais além. Depois de duas coleções e na altura do fecho do ciclo que foi 2018, Ricardo Andrez é o entrevistado da rubrica Como Param as Modas.

Ricardo Andrez: À moda, portuguesa e não só, "falta abrandar"
Notícias ao Minuto

08:15 - 20/11/18 por Mariana Botelho 

Lifestyle Como Param as Modas

É natural do Porto, cidade onde tem o seu próprio atelier, mas é na capital que apresenta  as suas criações, na ModaLisboa. Este ano, começou com a TrustFundKinds, em março, a que se seguiu uma linha de continuidade, que foi mais pop, mais divertida,  mas para um mesmo público, em outubro.

As coleções deste ano satirizam os millenials ao oferecer-lhes uma coleção que faz referência a aspetos passados: “A maior parte dos jovens não faz ideia o que é que estas pequenas marcas simbolizam”, disse-nos, em ambiente de ModaLisboa, referindo-se aos dólares de Nirvana, o polka dot de Comme des Garçons, ou mesmo o padrão Burberry. “Pouco lhes interessa o lado histórico e o que representa, mas a mim interessava este exercício” de exploração da atual geração, concluiu o criador.

Para a próxima estação a sátira continua, desta vez com referências ao bug do milénio que “foi real” mas que “putos com 20 anos não fazem ideia do que foi”. Referências temporais à parte, respondeu-nos de forma bastante honesta à questão “a quem dedica a sua moda” (se aos próprios jovens que satiriza ou a quem entende a sua mensagem) ao admitir que a dedica “a todas as pessoas que a queiram comprar”.

Uma visão particular que faz deste criador alguém que passa uma mensagem e um conceito e nos leva a querer saber a sua opinião sobre a moda em Portugal.

Que tendências mais marcam a atualidade (o melhor e o pior)?

Penso que hoje na palavra tendência engloba tudo, não existe uma direção mas sim várias. É nessa liberdade que posso destacar o animal print, néon, calção de lycra, etc., etc. (cabe ao leitor dizer o melhor e o pior).

Peça favorita nos últimos tempos?

Um cachecol vintage da união soviética comprado num mercado em Moscovo.

Moda ou estilo?

Porquê?Atitude! É ela que dá forma às outras duas!

Como vai a moda em Portugal?

É um bom período que atravessamos, o cunho 'made in Portugal' atrai uma maior confiança aos compradores. Já passámos de bons fazedores para bom design, competitivo e atual, com capacidade de resposta. Por cá, sentimos diariamente uma maior procura pelo público também.

O que falta?

Faltam investidores, faltam mais parcerias por exemplo... e falta abrandar, essencialmente o fast-fashion.

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