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Afinal, por que temos tendência a querer mudar para a fila do lado?

Não importa em que fila esteja, a sensação é que a do lado vai andar sempre mais rápido. Mas mesmo que mude de fila, a sensação incómoda continua: parece que a fila abandonada começou a andar justamente quando saiu… Mas afinal, o que se está a passar?

Afinal, por que temos tendência a querer mudar para a fila do lado?
Notícias ao Minuto

07:20 - 16/07/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Mentes perigosas

O investigador Ryan Buell, docente na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, estudou justamente como os consumidores se comportam perante esta situação.

De acordo com a sua pesquisa, divulgada pela publicação BBC News, quando alguém está em último numa fila, tem quatro vezes mais probabilidades de abandoná-la e duas vez mais hipóteses de trocar de fila – mesmo que a outra fila não esteja objetivamente a andar mais rápido.

Porém, se houver alguém atrás desse indivíduo, as chances decrescem. Como assim?

De acordo com Buell, esse comportamento é o resultado de um fenómeno primitivo apelidado de ‘aversão ao último lugar’, que se traduz num profundo desconforto sentido por pessoas que por exemplo ganham menos dinheiro do que outras, tiram piores notas na escola ou são as últimas numa fila!

Para efeitos da sua pesquisa Buell organizou um teste. Antes, avisou os participantes de que este demoraria cinco minutos para completar.

A tarefa na verdade demorava apenas um minuto, mas os participantes tinham que aguardar numa fila virtual antes de chegarem ao formulário. Estes começavam no fim da fila e podiam esperar, trocar de fila ou cancelar a operação.

Uma entre cada cinco pessoas no fim da fila ficava impaciente e acabava por mudar para outra, sendo que a troca resultava numa espera 10% maior do que se os indivíduos tivessem permanecido no lugar inicial. Em termos práticos: quem trocou de fila duas vezes acabou por ter um tempo de espera 67% maior.

O problema, segundo Buell, resume-se ao facto da ansiedade ser maior para quem está no fim da fila. No entanto, o número de pessoas atrás de si não tem absolutamente nada a ver com a velocidade com que a fila anda.

Quando entramos numa fila, tendemos a fazer uma escolha de entrar naquela que nos parece menor. Mas se vemos outra fila a andar mais rápido, a aversão pelo último lugar pode-nos levar a tomar uma decisão não muito racional, já que não temos toda a informação necessária para saber se aquele ritmo mais apressado continuará, e se o tempo de espera será realmente menor.

Mas, como podemos evitar a tentação?

Para o investigador é simples: evite olhar para trás ou conversar com outras pessoas na fila parar passar o tempo.

Já a ONG norte-americana Desmos, dedicada a ensinar e promover a disciplina da matemática, sugere que é melhor escolher a fila mais à esquerda, já que a maioria das pessoas é destra e tende a optar pela direita

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