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Descoberta nova molécula que promete curar a gripe (xô, espirros e tosse)

Estamos em 2018 e a ‘comum’ constipação ainda é infelizmente algo habitual e vulgar. Mas com um bocadinho de sorte, tal poderá, em breve, deixar de ser o caso...

Descoberta nova molécula que promete curar a gripe (xô, espirros e tosse)
Notícias ao Minuto

13:00 - 15/05/18 por Liliana Lopes Monteiro

Lifestyle A ciência explica

Uma equipa de cientistas britânicos desenvolveu uma nova molécula capaz de prevenir o desenvolvimento dos vírus responsáveis pelos sintomas daquela doença, através da réplica de células humanas – e se testes subsequentes confirmarem que o composto é totalmente seguro, poderemos estar prestes a entrar numa nova era e a estar perante o impensável: uma cura.

Apesar de muitas vezes ser chamada de ‘uma simples gripe’, esse conceito simplificado não faz justiça às mais de 200 estirpes do vírus que afetam a garganta, o peito, as vias nasais e claro está a nossa paciência.

Aliás estas variações, são o motivo pelo qual a comunidade científica nunca foi totalmente bem sucedida a desenvolver uma vacina para curar a gripe – mas uma nova pesquisa conduzida por uma equipa de investigadores do Imperial College, em Londres, pode finalmente alcançar esse feito e eventualmente ser responsável por colocar no mercado uma medicação capaz de irradicar aquela patologia, e não só os seus sintomas.

O grupo de cientistas tentou uma abordagem inédita e descobriu o composto assim por eles chamado de IMP–1088 que se foca naquilo que os vírus necessitam para se desenvolverem: as suas células.

De forma a se replicarem e a se propagarem pelo organismo, os vírus ‘sequestram’ uma proteína que se encontra nas células humanas, a  N-myristoyltransferase (NMT), que utilizam para construir uma cápside (ou concha) que protege assim a sua estrutura genética.

“É assim que os vírus invadem os seus recetores, multiplicando-se rapidamente”, explicou um dos investigadores envolvidos no estudo à publicação The Guardian, o biólogo celular Roberto Solari.

“Ora esta enzima, a NMT, é uma das enzimas ocupadas pelos vírus”, acrescentou.

Anteriormente os cientistas já tinham investigado este tipo de inibidores NMT, mas nunca se tinham apercebido da sua potência. De acordo com os cientistas, a IMP-1088, o composto proveniente deste inibidor, é 100 mil vezes mais eficaz a bloquear os vírus de se apoderarem das células que necessitam para prevalecerem. Como tal os investigadores estão confiantes que este processo levará “à supressão total” da replicação viral dos vírus e da sua infecciosidade. Ou seja, ‘adeus gripe!’.

Até ao momento, estes resultados só foram validados ‘in vitro’ – em experiências realizadas com células humanas em laboratório –, mas os investigadores esperam iniciar a concretização de ensaios clínicos nos próximos dois anos.

Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico científico Nature Chemistry.

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