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Protocolo do BEI com IFD vai financiar empresas "que investem"

Os 250 milhões de euros acordados entre o Banco Europeu de Investimento (BEI) e a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) vão financiar "as empresas que investem", permitindo "mais estabilidade" nos projetos, disse hoje o ministro da Economia.

Protocolo do BEI com IFD vai financiar empresas "que investem"

O BEI vai conceder um empréstimo de 100 milhões de euros (primeira tranche) à IFD, no âmbito de uma linha de crédito no montante total de 250 milhões de euros, tendo hoje o acordo sido assinado no Ministério da Economia.

À margem da assinatura do protocolo, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral adiantou que são "250 milhões" de euros que "vão financiar as PME [pequenas e médias empresas], vão financiar as empresas que investem e que vão financiar com prazos melhores até 12 anos, com períodos de carência até quatro anos".

O governante sublinhou que vai também permitir que as "PME tenham não só menores custos de financiamento, mas tenham também mais estabilidade para prosseguir os seus projetos, tendo a questão do financiamento resolvida e podendo ter um financiamento com maturidade apropriada aos projetos de investimento que estão a desenvolver".

A linha de crédito vai também permitir o financiamento, não só das PME, "mas 20% do montante pode ir para as 'midcaps', são empresas de média dimensão", avançou Caldeira Cabral, salientando que estas empresas "podem ter aqui uma alavancagem ao seu financiamento para montantes que podem ir até 25 milhões de euros, que podem ir já para investimentos de grande dimensão".

No âmbito do contrato de empréstimo hoje assinado pelo vice-presidente do BEI, Román Escolano, e pelo administrador executivo da IFD, Henrique Cruz, a Instituição Financeira de Desenvolvimento irá assegurar que os intermediários financeiros contribuam com um montante, pelo menos, igual ao do empréstimo do BEI em benefício das PME e 'midcaps'.

As pequenas e médias empresas poderão obter financiamento de até 12,5 milhões de euros por projeto e as empresas de média dimensão até 25 milhões de euros.

Neste momento há muitas PME a investir, deram contributo muito grande" para o aumento do investimento no ano passado, sublinhou o governante.

"O que queremos é que 2018 seja mais um ano de forte crescimento do investimento e estes instrumentos estão cá para apoiar isso mesmo", salientou Manuel Caldeira Cabral.

"Penso que a IFD tem vindo paulatinamente a criar os instrumentos financeiros para que foi constituída, já lançou as linhas Business Angels, já tem cerca de 70 operações em curso, as linhas de capital de risco também já têm operações em curso, todas assinadas e no terreno", disse o ministro.

Agora, a "IFD passa também a dispor dos fundos do BEI e passa também a ter disponibilidade de pôr fundos de várias outras instituições de desenvolvimento com os quais podemos trabalhar em novos protocolos", acrescentou.

Segundo o ministro, estes instrumentos estão disponíveis para "as PME investirem mais, melhor, com maior segurança e menores custos", estando disponíveis muito em breve.

Por sua vez, Román Escolano disse que o protocolo vai "beneficiar diretamente a espinha dorsal da economia portuguesa", ou seja, as PME, recordando que estas empresas são responsáveis por 88% de todo o emprego no país, pelo que "o seu papel no tecido empresarial é inegável".

O vice-presidente do BEI disse que o financiamento das PME "tem sido uma prioridade" para a instituição", quer no grupo, quer em Portugal.

"Os passos institucionais são cruciais pelo que gostaria de ver esta cooperação cada vez mais reforçada no futuro", concluiu o responsável do BEI.

O financiamento do BEI destina-se a financiar o crescimento económico sustentável e a criação de emprego em Portugal. O acordo entre o banco da União Europeia e a IFD irá apoiar projetos de investimento e o reforço de fundo de maneio, indústrias exportadoras inovadoras e empresas de diversos setores, em particular indústria, turismo, agricultura e silvicultura.

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