Concessão de monumentos a privados é tarefa exigente mas aliciante

A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, disse hoje, em Coimbra, que o projeto de concessionar edifícios históricos a investidores privados para projetos turísticos é muito exigente, mas ao mesmo tempo "aliciante".

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O Revive -- projeto conjunto dos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças -- apresentado hoje no Convento São Francisco, em Coimbra, abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projetos turísticos, através da criação de uma bolsa de 30 edifícios históricos, a serem concessionados, por concurso público, a investidores nacionais e estrangeiros.

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"É um projeto muito aliciante, porque relativamente a cada imóvel há milhentos problemas para resolver e só com trabalho permanente, em conjunto, é que isto foi possível e está a ser possível", disse a governante, na sessão de lançamento do programa.

Trata-se de um "projeto que, a cada momento, exige muito [dos ministérios envolvidos]", frisou Ana Mendes Godinho.

Segundo a secretária de Estado do Turismo, a quantidade de imóveis históricos sinalizados por municípios, pessoas, empresas, instituições, "é sintoma de que não se está bem com o estado em que estão os edifícios".

O património "tem de ser usado por todos".

"Temos essa responsabilidade, mas temos de criar modelos sustentáveis para que possa ser recuperado e seja utilizado como ativo económico", sublinhou.

Para o secretário de Estado da Cultura, que também interveio na sessão, o Revive é "a grande oportunidade para o património cultural" em Portugal.

Este é um projeto "exemplar, primeiro porque é baseado numa profunda parceria entre ministérios, mas também entre a administração central e local", sustentou Miguel Honrado.

"Estamos perante um projeto de profunda valorização e respeito pelo património, que tem um sentido muito estratégico para melhorar e otimizar a gestão dos recursos exigentes", frisou o governante, salientando que o Revive vai trazer "uma segunda vida ao património" e uma nova vivência aos cidadãos.

Os 30 edifícios históricos que vão ser concessionados a privados com o compromisso de que sejam reabilitados e acessíveis ao público, no âmbito do Revive, deverão implicar um investimento da ordem dos 150 milhões de euros.

Numa primeira fase, que deverá decorrer até ao final do ano, irão ser concessionados os seguintes edifícios: Convento de São Paulo (Elvas), Castelo de Vila Nova de Cerveira, Fortaleza de Peniche, Mosteiro de São Salvador de Travanca (Amarante), Mosteiro de Arouca, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (Coimbra), Pavilhão do Parque (Caldas da Rainha), Paço Real de Caxias (Oeiras), Forte do Guincho (Cascais), Castelo de Portalegre, Forte de S. Roque da Meia Praia (Lagos) e Quinta do Paço de Valverde (Évora).

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