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Operadores de casinos em Macau voltam a cair na bolsa de Hong Kong

As ações da maioria dos operadores de casinos de Macau voltaram hoje a registar quedas na Bolsa de Valores de Hong Kong, no dia em que foi suspensa a venda de ações do grupo Suncity.

Operadores de casinos em Macau voltam a cair na bolsa de Hong Kong
Notícias ao Minuto

10:56 - 01/12/21 por Lusa

Economia Suncity,Macau

Dois dos três operadores de casinos que possuem capital norte-americano registaram as maiores perdas: Wynn Macau (-8,63%) e Sands China (-4,24%).

Já a MGM China foi das únicas a ficar a 'verde', sem grandes alterações (+0,6%).

A Melco (-1,63%), SJM (-4,14%) e Galaxy (-2,93%) também encerraram a sessão no negativo.

A transação de ações do grupo Suncity de Macau na bolsa de Honk Kong voltou a ser suspensa pouco antes do início da sessão, o que já tinha sucedido na segunda-feira.

Na terça-feira, as ações do maior angariador mundial de grandes apostadores caíram 42%. E as restantes operadoras também sofreram perdas significativas.

A suspensão de hoje surge depois de todas as salas de jogo VIP em Macau terem sido encerradas. As salas do Suncity, presente em mais de 40% dos casinos do território, fecharam às 00:00 (16:00 de terça-feira em Lisboa).

Na segunda-feira, as autoridades de Macau determinaram a prisão preventiva do diretor-geral do grupo Suncity, Alvin Chau, anunciou o Ministério Público (MP).

O MP verificou, na sequência da investigação preliminar, a existência de indícios suficientes da prática dos crimes de participação em associação criminosa (punível com pena de prisão até dez anos), chefia de uma associação criminosa (até 12 anos de prisão), branqueamento de capitais (até oito anos de cadeia) e de exploração ilícita do jogo (até três anos).

A decisão foi tomada após interrogatório de 11 arguidos, detidos no sábado, e dada "a gravidade da natureza dos referidos crimes, nomeadamente o seu enorme impacto e abalo causados à exploração lícita do setor do jogo de Macau e à estabilidade da ordem financeira" do território, indicou o MP, em comunicado.

Em 2019, no curso de uma investigação, a Polícia Judiciária de Macau detetou a existência de um grupo criminoso a aproveitar as operações das salas VIP para criar redes de plataformas de jogo para angariar residentes do interior da China para jogo 'online' ilícito.

Na sexta-feira, a procuradoria da cidade de Wenzhou, no leste da China, tinha pedido a Alvin Chau para se entregar às autoridades e cooperar com a investigação.

Chau desenvolveu uma rede de pessoal no interior da China, para organizar visitas a salas de jogo no exterior e participar em atividades de jogo 'online' transfronteiriças, de acordo com uma nota das autoridades chinesas.

O diretor-geral do Suncity é acusado de estabelecer uma empresa de gestão de ativos na China continental para facilitar a troca de ativos por fichas de jogo, de forma a contornar o restrito controlo de saída de capitais no continente e facilitar a cobrança de dívidas contraídas pelos clientes.

Chau também terá criado uma plataforma 'online' de jogos de azar nas Filipinas e em outros locais, em 2016, visando facilitar o jogo transfronteiriço.

A polícia de Wenzhou apurou ainda a utilização de canais ilegais, como bancos clandestinos, no fornecimento de serviços de liquidação de fundos para apostadores.

Chau terá aliciado, no total, 80 mil apostadores do continente.

Leia Também: Queda do Suncity com impacto imediato no emprego em Macau

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