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Frases de Berardo na justiça é "formalismo", grave foi "assalto político"

O presidente do PSD considerou hoje que o envio para o Ministério Público das declarações de Joe Berardo na comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos é um "pequeno formalismo", destacando a culpa do banco público no processo.

Frases de Berardo na justiça é "formalismo", grave foi "assalto político"
Notícias ao Minuto

13:53 - 16/05/19 por Lusa

Economia Rui Rio

Falando aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, à margem de uma reunião com a Confederação Empresarial de Portugal, Rui Rio afirmou que a análise das declarações de Berardo pela justiça "é um cumprimento do pequeno formalismo, com pouco significado".

"Mandar qualquer coisa que possa ter sido dita na comissão de inquérito é um formalismo. Aquilo que realmente é grave, e muito grave, foi o que se passou, e o que se passou foi um assalto político", advogou o líder do PSD.

"Porque o problema do empresário - entre aspas - Joe Berardo não é exatamente o que ele disse na comissão de inquérito, é aquilo que ele fez e que já se sabia muito antes da comissão de inquérito, e mais grave que Joe Berardo é quem lhe emprestou o dinheiro", salientou o social-democrata.

Para Rio, a questão não passou por um empréstimo de "dinheiro para um negócio que correu mal, em que fizeram uma má avaliação", mas sim "para um fim nada nobre, bem pelo contrário, que é o banco público Caixa Geral de Depósitos emprestar dinheiro a alguém para, com esse dinheiro, a pessoa ir comprar ações, neste caso do BCP, e fazer um assalto político ao BCP".

Por isso, vincou, "a responsabilidade aqui é, no mínimo, igual entre as partes -- do Joe Berardo e dos administradores da Caixa que o fizeram", mas também "dos administradores do BCP" numa fase posterior por terem levado a algo que "colocou o sistema bancário nesta situação".

Relativamente ao que considerou ser "um assalto político", Rui Rio reforçou que "todos aqueles membros do atual Governo que pertenceram ao Governo do engenheiro Sócrates, que foi quem manipulou tudo isto e nomeou essa administração da Caixa", não deviam comentar este assunto.

"Eu acho que no lugar deles, o que fazia, pelo menos, era estar muito calado relativamente a esta matéria", assinalou.

"Muito calado, nem sequer tentava disfarçar, tentava estar calado porque não há dúvidas que, do ponto de vista da responsabilidade política, foi o Governo do engenheiro Sócrates, do qual havia muitos ministros que hoje voltaram a ser ministros e voltam a estar no Governo, que nomeou a administração da Caixa que foi fazer isso", referiu Rio, destacando que "isto é preciso que seja claro na assunção das responsabilidades políticas".

A audição do empresário Joe Berardo na comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai ser enviada ao Ministério Público, disse na quarta-feira o presidente da comissão.

O pedido para a obtenção da transcrição áudio da audição a Joe Berardo já tinha sido feito logo após o final da mesma, na sexta-feira, com "caráter de urgência", adiantou.

A ida de Joe Berardo à comissão parlamentar de inquérito à CGD, na passada sexta-feira, provocou nos últimos dias uma chuva de críticas, desde logo pela forma como se dirigiu aos deputados.

Perante os parlamentares, o empresário madeirense declarou que é "claro" que não tem dívidas, uma vez que as dívidas aos bancos (incluindo o banco público CGD) não são dívidas pessoais, mas de entidades ligadas a si, e que tentou "ajudar os bancos" com a prestação de garantias e que foram estes que sugeriram o investimento em ações do BCP.

Deu ainda a entender que os títulos de participação da Associação Coleção Berardo (a dona das obras de arte) que entregou aos bancos para reforçar as garantias dos empréstimos perderam valor com um aumento de capital em que as entidades financeiras não participaram, aparentemente porque não souberam que existiu.

A várias perguntas dos deputados, Joe Berardo disse ainda que deveriam era ser feitas aos bancos em causa: "Pergunte à Caixa, eles é que me emprestaram o dinheiro".

Já confrontado com a ideia de que a Caixa "está a custar uma pipa de massa", respondeu: "A mim, não!".

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